Notícias sobre o mercado imobiliário e economia

Quais as cidades do mundo mais sólidas e resistentes a nível imobiliário?

Em causa está o Índice de Cidades Resilientes da Savills, que mede o impacto da pandemia.

Freepik
Freepik
Autor: Redação

Nova Iorque, Los Angeles e Londres foram identificadas como as cidades mais resilientes do mundo, de acordo com o Índice de Cidades Resilientes publicado no Impacts, programa global de investigação imobiliária da Savills.

A consultora internacional avaliou 500 cidades com base em quatro métricas: fundamentos económicos, economia do conhecimento e tecnologia, ESG (Environmental, Social and Governance) e mercado imobiliário. As três cidades partilham potencial como locais estratégicos com um tecido económico e industrial formado por grandes empresas que se concentram no aproveitamento do ecossistema empresarial, o que contribui para a estabilidade dos mercados imobiliários e o progresso económico e financeiro das cidades.

Num segundo escalão aparecem Tóquio, São Francisco, Paris, Seul e Boston, segundo a Savills. Tendo em conta o volume de investimento a nível mundial, Los Angeles roubou o primeiro lugar a Nova Iorque, e Paris ultrapassou Londres pelo segundo ano consecutivo.

Da mesma forma, Seul, sétimo no ranking, é a única das dez cidades com maior investimento que registou um crescimento do mesmo em 2020. As cidades europeias destacaram-se em fatores ESG, com as nórdicas a ocuparem os lugares de topo.

Previsões

Olhando para o futuro, o índice revela que as cidades da Ásia, como as chinesas, Bangalore (Índia) e a vietnamita Ho Chi Min aumentarão o seu PIB nos próximos cinco anos, com taxas de crescimento anual de 9,8% e 8,5%, respetivamente, no caso das duas últimas, algo que as fará escalar no índice.

O diretor global de Capital Markets da Savills, Simon Hope, destaca que, embora pandemia tenha feito alguns "questionar o futuro das próprias cidades", “é claro" que estas ainda são os lugares mais importantes para a interação humana e investimento imobiliário. “No entanto, o mundo está a passar por uma evolução que não se deve apenas à pandemia”, comenta.

Hope sublinha ser "fundamental" que, se a adoção dos critérios ESG for lenta, promotores, proprietários e inquilinos trabalhem em conjunto para aumentar a "resiliência" das cidades.