Arrendar casa: cada vez mais difícil e caro em todo o mundo

Nova Iorque é a cidade mais cara do mundo para arrendar um apartamento. Milão, Lisboa ou Madrid também aparecem no ranking.
arrendamento
Milão, Lisboa e Madrid, entre as cidades europeias mais caras Getty images

O aumento do preço da habitação continua a ser um dos grandes problemas para as famílias que vivem nos principais centros residenciais ao redor do mundo. Em muitas cidades, as rendas continuaram a subir mais rápido que os salários no último ano, colocando mais pressão sobre as famílias e transformando os lugares onde as pessoas escolhem viver e trabalhar.

Segundo dados do Numbeo do Deutsche Bank, Nova Iorque (8.388 dólares -7.160 euros) é a cidade mais cara do mundo para arrendar um apartamento de três quartos no centro, à frente de Singapura, Boston ou Londres. Milão, Lisboa ou Madrid também aparecem entre as cidades europeias com as rendas mais caras do mundo. 

Publicidade

O custo de vida determina completamente o orçamento das famílias, e uma das despesas mais importantes é o pagamento da casa, seja ela própria ou arrendada Geralmente, onde os salários são mais altos, os preços dos produtos são mais caros, incluindo o arrendamento. Além da elevada procura nesses grandes mercados, há uma oferta limitada de casas.

Entre as rendas mais caras do mundo estão cidades nos EUA e centros económicos mundiais de destaque. Nova Iorque lidera o ranking, com um arrendamento médio mensal que ultrapassa 8.388 dólares, ou seja, cerca de 7.160 euros na taxa de câmbio atual. Atrás estão Boston e São Francisco, com rendas médias de 6.091 e 5.424 dólares, respetivamente, cerca de 5.200 euros e 4.630 euros cada.

Mas Singapura (6.216 dólares), Zurique (4.955 dólares), Hong Kong (4.807 dólares), Genebra (4.693 dólares), Dubai (4.589 dólares) e Luxemburgo (3.822 dólares) também estão entre os 15 destinos mais caros para arrendar casa.

Um salto para a Europa: Milão, Lisboa e Madrid cada vez mais caros

As principais cidades europeias continuam com rendas altas, especialmente nos centros financeiros, como Londres (5.560 dólares), Amesterdão (4.230 dólares) ou Dublin (4.077 dólares), que registam rendas mensais superiores a 4.000 dólares. E também Paris (3.592 dólares) e Munique (3.377 dólares).

Atrás, cidades tradicionalmente mais acessíveis, como Milão, Lisboa, Madrid ou Barcelona, viram um aumento acentuado no preço das rendas, impulsionado pelo turismo, investimento estrangeiro e crescimento demográfico. Na capital da lombardia, a renda média de um apartamento de três quartos chegou a 3.250 dólares (2.774 euros), enquanto em Lisboa ultrapassa os 3.000 (3.062 dólares, cerca de 2.615 euros). As cidades espanholas também aparecem: Madrid a chegar a 2.811 dólares (2.400 euros) e Barcelona a 2.738 dólares (2.337 euros).

Comparadas a esses preços, cidades na América Latina, Sul da Ásia e partes da África ainda são muito mais acessíveis. Cairo, Nova Delhi, Bogotá e Joanesburgo têm rendas mensais inferiores a 1000 dólares.

Para poder comentar deves entrar na tua conta

Acompanha toda a informação imobiliária e os relatórios de dados mais atuais nas nossas newsletters diária e semanal. Também podes acompanhar o mercado imobiliário de luxo com a nossa newsletter mensal de luxo.

Segue o idealista/news no canal de Whatsapp

Whatsapp idealista/news Portugal