Os preços das habitações novas na China caíram em maio pelo 36.º mês consecutivo, no contexto da prolongada crise imobiliária que afeta o país, acelerando ligeiramente o ritmo de descida face ao mês anterior.
Os preços das casas novas em 70 cidades selecionadas recuaram 0,2% em maio face ao mês anterior, segundo cálculos realizados com base nos dados divulgados na terça-feira (dia 16 de junho) pelo Gabinete Nacional de Estatísticas da China, após uma contração de 0,19% registada em abril.
Das 70 cidades analisadas, 52 registaram quedas nos preços das habitações novas, acima das 49 verificadas em abril, enquanto 16, entre as quais Xangai e Cantão, registaram aumentos, face às 14 do mês anterior.
Os cálculos mostram também que os preços das habitações usadas caíram 0,26% em termos mensais em maio, uma descida mais acentuada do que a de 0,23% observada em abril.
Neste segmento, 10 das 70 cidades analisadas – incluindo Xangai e Pequim – registaram aumentos de preços, enquanto 57 apresentaram descidas face a abril.
Nos últimos anos, as autoridades chinesas anunciaram diversas medidas para travar o colapso do mercado imobiliário, uma questão que preocupa Pequim devido às implicações para a estabilidade social, uma vez que a habitação continua a ser um dos principais veículos de investimento das famílias chinesas.
A crise do setor imobiliário é apontada como um dos principais fatores da recente desaceleração da economia chinesa. Segundo alguns analistas, o setor representava cerca de 30% do Produto Interno Bruto (PIB) do país, incluindo os efeitos indiretos.
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