Sismo no Japão destrói mais de 100 casas e deixa milhares desalojados

O abalo de magnitude 7,1 atingiu a região de Kumamoto, derrubando habitações e danificando edifícios, estradas e pontes.
Sismo no Japão
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O forte sismo que atingiu o sudoeste do Japão esta terça-feira, dia 28 de julho, provocou o colapso de casas e danos graves em edifícios, estradas e pontes na província de Kumamoto, na ilha de Kyushu. O abalo, de magnitude 7,1, ocorreu às 16h27 locais (08h27 em Portugal Continental) e atingiu o nível máximo de intensidade na escala sísmica japonesa. 

Na localidade de Hikawa, uma das mais afetadas, já foram contabilizadas mais de 100 habitações totalmente destruídas e cerca de 40.000 casas continuam sem luz. O balanço mais recente aponta para, pelo menos, 34 mortos e mais de 300 feridos (muitos em estado grave).

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De acordo com uma reportagem da rede de televisão japonesa FNN, em Hikawa, uma das zonas mais afetadas, já foram contabilizadas mais de 100 habitações totalmente destruídas. O levantamento global dos imóveis atingidos ainda não está concluído e, por isso, o número de casas destruídas ou danificadas em toda a província deverá ser atualizado à medida que as equipas cheguem às zonas afetadas. 

No primeiro balanço, divulgado no dia do sismo, as autoridades tinham confirmado apenas 12 casas colapsadas perto de Yatsushiro.

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Na sequência do sismo, um dos pisos do centro comercial Aeon Mall Kumamoto desabou após uma explosão, deixando várias pessoas presas nos escombros, segundo noticia a Lusa. As imagens divulgadas pela CNN Portugal mostram ainda pontes rodoviárias parcialmente destruídas, edifícios em chamas e comboios de mercadorias tombados. A primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi, confirmou também danos em estradas, pontes e construções.

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A televisão japonesa NHK registou também danos graves numa fábrica da Nippon Paper Industries, em Yatsushiro, onde chaminés ruíram e trabalhadores ficaram presos. Em Uki, imagens aéreas mostraram fumo e chamas a sair de um edifício residencial. Já em Yatsushiro, uma ponte ficou com a faixa de rodagem separada, impedindo a circulação automóvel. Apesar da dimensão do abalo, as autoridades não detetaram anomalias nas centrais nucleares da região.

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A destruição de casas e o receio de novas réplicas levaram milhares de pessoas a abandonar as suas habitações. De acordo com a informação mais recente do Público, muitos dos cerca de 58 mil agregados familiares de Yatsushiro continuavam, dois dias depois, sem água canalizada ou eletricidade. As falhas nas redes de abastecimento resultam de condutas, instalações elétricas e outras infraestruturas seriamente danificadas, sem um prazo definido para a reparação.

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Feito o balanço até ao momento, o número de mortos subiu para 34. As autoridades confirmaram ainda centenas de feridos e mantêm operações de busca em edifícios colapsados. O número total de desaparecidos permanece incerto. Além do risco das estruturas instáveis, aumentam agora as preocupações devido às temperaturas elevadas e escassez de água e de energia entre desalojados e residentes.

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