Sismo na Venezuela danificou mais de 58 mil edifícios, diz NASA

Dados divulgados pela NASA contrastam com os 855 edifícios afetados contabilizados pelas autoridades venezuelanas.
Sismo na Venezuela
GTRES
Lusa
Lusa

Mais de 58 mil edifícios ficaram danificados ou destruídos após o duplo sismo que atingiu a Venezuela na quarta-feira, segundo estimativas de satélite divulgadas pela NASA.

A agência espacial norte-americana estimou que aproximadamente 58.870 edifícios tenham sido, provavelmente, danificados ou destruídos em toda a área afetada.

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Os dados baseiam-se em informações de satélites de alta resolução da Agência Espacial Europeia, recolhidas em 25 de junho, um dia após os sismos, de acordo com os investigadores Corey Scher e Jamon Van Den Hoek, da Universidade Estadual do Oregon.

“Esta é uma avaliação preliminar” e que “reflete uma mudança repentina na área da superfície”, afirmaram os investigadores, acrescentando que este número deve ser considerado apenas como um indicador e não foi verificado no terreno.

O presidente da Assembleia Nacional da Venezuela, Jorge Rodríguez, referiu na segunda-feira que 855 edifícios ficaram danificados, incluindo 189 que sofreram “um colapso total”.

Os sismos registados na Venezuela em 24 de junho causaram pelo menos 1.719 mortos e 5.034 feridos, segundo o mais recente balanço oficial.

Entre os mortos, há pelo menos 56 portugueses e lusodescendentes, e outros 91 estão desaparecidos ou incontactáveis, segundo o balanço de segunda-feira do Ministério dos Negócios Estrangeiros.

De acordo com a ONU, mais de 50 mil pessoas estão desaparecidas.

Vários países, incluindo Portugal e outros Estados da União Europeia (UE), enviaram equipas de busca e salvamento para a Venezuela.

Os sismos de magnitude 7,2 e 7,5 ocorreram a 200 quilómetros de Caracas, com menos de um minuto de intervalo e foram seguidos por mais de 20 réplicas, de acordo com o Serviço Geológico dos Estados Unidos.

Dezenas de edifícios ruíram ou ficaram gravemente danificados na capital Caracas e na região de La Guaira, uma das mais afetadas.

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