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Chiado continua a ser 33ª zona comercial mais cara do mundo

Autor: Redação

O Chiado, no coração de Lisboa, é pelo segundo ano consecutivo a localização mais cara de Portugal – e a 33ª a nível mundial – para o comércio de rua. A renda prime na Rua Garret, eixo de referência no Chiado, valorizou 44% desde 2013, estando agora avaliada em 1.560 euros por metro quadrado (m2) por ano. A zona de Causeway Bay, em Hong Kong é a zona de comércio de rua mais cara do mundo.

Em causa estão dados que constam no estudo Main Streets Across the World, realizado anualmente pela Cushman & Wakefield (C&W). Segundo a consultora imobiliária, o valor registado na Rua Garret – os referidos 1.560 euros por m2 por ano – é cinco vezes superior ao registado há 30 anos na zona mais cara de Lisboa.

Segundo a C&W, em Lisboa, a renda prime na Avenida da Liberdade situa-se nos 1.140 euros por m2 por ano e a Baixa ultrapassou, pela primeira vez, os valores praticados na Avenida da Liberdade: está atualmente nos 1.260 euros por m2 por ano. 

No que diz respeito ao Porto, os valores são inferiores, mas revelam crescimentos equivalentes: no terceiro trimestre de 2018, a renda na Rua de Sta. Catarina cifrava-se nos 900 euros por m2, o que corresponde a um aumento de mais de 15% face a 2017.

Causeway Bay lidera o ranking

A liderar a lista das localizações mais caras do mundo para o comércio de retalho está a zona de Causeway Bay (24.606 euros anuais por m2), em Hong Kong, que ultrapassou a nova-iorquina 5ª Avenida (20.733 euros anuais por m2).

Na Europa, o primeiro lugar, terceiro do ranking global, é ocupado pela londrina New Bond Street, com rendas de cerca de 16.000 euros anuais por m2. Segue-se os Campos Elísios, em Paris, com rendas anuais de 13.992 euros por m2, e a Via Montenapoleone, em Milão, com rendas anuais de 13.500 euros por m2.

Comércio de rua cresce à boleia do turismo

Para Marta Esteves Costa, Associate e diretora do departamento de research & consultoria da C&W, “a estabilidade de Lisboa no ranking é explicada pelo crescimento do formato de comércio de rua globalmente, fruto de um também aumento do turismo à escala mundial”. 

As ruas de Lisboa, e também do Porto, mantém-se extremamente atrativas e dinâmicas, revelando a sustentabilidade deste formato de comércio no nosso país, cada vez mais direcionado não só para o turismo, mas também para os residentes”, diz a responsável, em comunicado.

De referir que o estudo da C&W, que já vai na 30ª edição, monitoriza e ordena 446 localizações de retalho em todo o mundo. “O ranking apresentado é baseado no valor de renda anual mais elevado em cada país analisado, não incluindo custos de condomínio, impostos locais e outras despesas de ocupação. Nesta edição, o estudo inclui um ranking de 65 localizações”, explica a consultora.

Por fim, uma curiosidade: na primeira edição do estudo, que data de 1988, a localização mais cara do mundo era a rua 57 em Nova Iorque, com rendas de 4.071 euros por m2 por ano, bem mais que as verificadas atualmente no Chiado. Na altura, há 30 anos, a localização de comércio mais cara de Portugal era a Avenida da Liberdade, com rendas de 312 euros por m2 por ano.