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Café Majestic e Guarany fecham as portas no Porto vítimas da pandemia

Emblemáticos espaços comerciais alegam falta de clientes, sejam turistas ou residentes.

Café Majestic, Porto / Maragato1976/Wikimedia Commons
Café Majestic, Porto / Maragato1976/Wikimedia Commons
Autor: Redação

Há um ano, o Majestic estava “completamente cheio”, “com filas à porta”. Agora, o histórico café da Baixa do Porto está de portas fechadas, desde esta segunda-feira, dia 30 de novembro, por falta de clientela, devido à pandemia da Covid-19. Outra das vítimas da atual crise, foi o emblemático café Guarany, também do grupo Barrias, que deixou de operar duas semanas antes. Em paralelo, decidiram encerrar outros dois cafés de que são proprietários, o Marbella e a Confeitaria Eça, bem como um par de hotéis, o Internacional e o Vera Cruz. Apenas mantêm abertos dois hotéis, Pão de Açúcar e Aliados, que neste momento estão com cerca de 10% de taxa de ocupação. 

“Chegou a um ponto que era só gerar prejuízo e despesas”, afirma o gerente Fernando Barrias, citado pelo Público. “Por mais que tivéssemos vontade de manter as portas abertas, não temos turistas nem residentes. A opção de o Governo mandar as pessoas para teletrabalho fez-nos tomar esta decisão.”

Proprietário do Majestic desde 1983 e do Guarany desde 1982, o grupo Barrias garante que no passado só fecharam para restauro. 

“Na nossa documentação constatámos que em plena II Guerra Mundial, pagando taxa de guerra às Finanças, [o Majestic e o Guarany] estiveram sempre de portas abertas”, indica o sócio gerente. Oficialmente inaugurado a 1 de dezembro de 1922, segundo dados mais recentes recolhidos pelo gerente, o Majestic esteve fechado entre outubro de 1992 e julho de 1994 para ser restaurado; e o Guarany, que abriu em 1933, fechou apenas entre Outubro de 2001 e dezembro de 2003 pelo mesmo motivo. “Nunca tivemos necessidade de fechar...” Houve mais uma outra ocasião em que fecharam para limpezas o Majestic durante 15 dias, em fevereiro de 2015.

Quanto à reabertura, o responsável diz que "vai depender muito das circunstâncias", mostrando-se otimista: “Temos que acreditar e ter força, vamos ultrapassar esta situação e dar tempo ao tempo. Isto vai passar", segundo declarou ao jornal.