Universidade de Coimbra tem um projeto para reabilitar as fachadas e intervir na cobertura na casa do Departamento Arquitectura (DARQ).
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Colégio das Artes em Coimbra vai ser reabilitado com um investimento de 10 milhões
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Localizado na alta da cidade dos estudantes, ocupando o antigo hospital de Coimbra, o Colégio das Artes vai ser alvo de um grande projeto de requalificação. A Universidade de Coimbra anunciou esta quinta-feira que vai investir cerca de 10 milhões de euros na reabilitação de fachadas e intervenção na cobertura do Departamento de Arquitectura da Universidade de Coimbra (DARQ). O objetivo é recuperar o edifício construído no século XVII e a obra será feita de forma faseada.

O reitor da UC, Amílcar Falcão, revelou que a obra tem como dupla intenção dar "boas condições de trabalho" aos alunos e docentes, mas também conservar o edifício situado em zona classificada como Património Mundial.

"As condições do colégio já não eram grande coisa e ficaram ainda pior depois do furacão Leslie", afirmou o responsável, em conferência de imprensa, citado pela Lusa, destacando que as obras não estarão concluídas até ao final do seu mandato, que termina em 2023.

A exigência por parte do DARQ de uma intervenção estrutural no edifício já era antiga (o departamento está ali instalado desde 1988), sendo que, este ano, por ocasião do 30.º aniversário da existência do departamento, o seu diretor, José António Bandeirinha, voltou a exigir uma intervenção geral no Colégio das Artes, realçando que o edifício está "num estado muito próximo de poder proporcionar a ruína".

Melhoria de acessos e aumento de áreas

A intervenção, tal como conta a agência de notícias, prevê uma melhoria dos acessos, com a criação de quatro entradas, ao invés de uma que hoje existe, eliminação dos anexos e acrescentos criados aquando do funcionamento do hospital no Colégio das Artes, estando ainda preconizado explorar "as potencialidades com a envolvente urbana", tornando-o "visível e visitável", referiu.

O projeto pressupõe, por outro lado, também um aumento de área utilizada, indo ao encontro da perspectiva de crescimento do departamento, que tem "muito adiantada a possibilidade de criar um curso de design e produto", avançou.

O vice-reitor Alfredo Dias, por sua vez, referiu no encontro com jornalistas que a estimativa dos 10 milhões de euros inclui as obras estruturais nas fachadas e no telhado, mas também as obras interiores, escusando-se a avançar com uma data para a conclusão de toda a intervenção.

Segundo o responsável, os projetos para a recuperação das galerias internas e auditório estão "bastante avançados" e já foram lançados os procedimentos "para os projetos das fachadas e do telhado".

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