Uma start-up de São Francisco oferece soluções para ser co-proprietário de uma casa de luxo desde 250.000 dólares.
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Time-Sharing nos EUA
Pacaso

A startup Pacaso - fundada em 2020 por dois ex-executivos do famoso portal imobiliário Zillow - oferece uma versão profissionalizada do 'time-sharing' tradicional, voltada para o mercado de luxo. Neste modelo, cada um dos oito proprietários paga entre 250 mil e um milhão de dólares (213.200-853.000 euros, à taxa de câmbio atual) para usufruir da casa até 44 dias por ano. Mas este modelo de negócio não agrada a todos, ja que há vizinhos em algumas cidades na Califórnia, EUA, que recusam que os residentes entram e saiam das habitações sem que haja controlo. Isto num momento em que os preços das casas nessas pequenas cidades têm vindo a disparar. 

"A maneira moderna de comprar e ser proprietário de uma segunda casa." Este é o slogan da startup Pacaso que está sediada em São Francisco, EUA. Foi fundada pelos dois ex-executivos do portal imobiliário Zillow -  Austin Allison e Spencer Rascoff - e parece que está a revolucionar o mercado de 'time-sharing' de casas de luxo. 

A Pacaso limita a criação de uma Sociedade de Responsabilidade Limitada (LLC, na sigla inglesa) a oito co-proprietários, que em média gastam entre 250.000 e um milhão de dólares pelas residencias de luxo - isto é, entre cerca de 213.200 e 853.000 euros à taxa de câmbio atual. A este preço, há que acrescentar algumas despesas pelos serviços mensais como limpeza, procedimentos administrativos ou pagamento de impostos.

Conforme esclarece a empresa, cada proprietário pode utilizar a sua casa de luxo partilhada até 44 noites por ano, sendo que o máximo de dias consecutivos são 14. Os oito coproprietários fazem a gestão das suas estadias através de uma plataforma interna. O portfólio da empresa tem casas de luxo em 25 destinos nos EUA. A maioria em Napa, Sonoma, Malibu, Lake Tahoe (Califórnia) Aspen e Vail (Colorado) ou Miami (Flórida), destinos que ligam a praia aos vales vinícolas da Califórnia e às montanhas e famosas pistas de esqui do Colorado.

Modelo da empresa é alvo de críticas

Embora haja uma limitação de coproprietários e, segundo a empresa, seja proibido arrendar a casa a outras pessoas, a entrada de Pacaso e a sua fórmula em pequenas cidades como Napa e Sonoma está a gerar desconfiança por parte dos moradores que já recorreram aos meios de comunicação locais nos Estados Unidos ou media online, como o ElBlogSalmón na Espanha.

A chegada de estranhos não parece ser bem-vinda às cidades, enquanto muitos viram os preços dos imóveis subirem. Primeiro, pensou-se que este movimento poderia beneficiar os proprietários das casas vizinhas, mas não aconteceu. E, agora, há relatos de protestos contra a Pacaso a circular nos meios de comunicação locais em Sonoma, St. Helen e Napa. "Estão a converter casas estáveis ​​em hotéis", dizem as pessoas afetadas, que reclamam que os proprietários podem ceder o tempo de permanência nas casas a familiares ou amigos e ainda que este modelo abre caminho para que os subarrendamentos aumentem.

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Pacaso
Sobre este ponto, a empresa informou em comunicado que o direito de permanência dos proprietários pode ser suspendido caso haja a violação das políticas do contrato.

Enquanto se espera para ver como evoluem estas críticas, a Pacaso foi avaliada em 1.500 milhões de dólares (1.280 milhões de euros). E, segundo a própria empresa, quase 300 investidores já compraram uma parte das habitações que oferecem. Os imóveis que gere também estão avaliados em 200 milhões de dólares (171 milhões de euros).

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