Estes são candidatos apontados pelo Parlamento Europeu para o cargo de vice-presidente do BCE. Votações decorrem na segunda-feira.
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Vice-presidente do BCE
Mário Centeno, ex-governador do Banco de Portugal, e Mārtiņš Kazāks, governador do banco central da Letónia Getty images

O Parlamento Europeu considera Mário Centeno, ex-governador do Banco de Portugal, e Mārtiņš Kazāks, governador do banco central da Letónia, como "candidatos preferenciais para o cargo" de vice-presidente do Banco Central Europeu (BCE), que ficará disponível no final de maio. Será já na segunda-feira, dia 19 de janeiro, que o Eurogrupo vai votar a candidatura de Centeno e as outras cinco candidaturas à vice-presidência do BCE.

Numa declaração escrita, a presidente da Comissão dos Assuntos Económicos e Monetários do Parlamento Europeu, Aurore Lalucq, informou que "os membros da Comissão dos Assuntos Económicos e Monetários realizaram trocas informais de opiniões com os seis candidatos ao cargo de próximo Vice-Presidente do BCE [Banco Central Europeu]", durante audições em separado realizadas esta quarta-feira, dia 14 de janeiro.

"Os coordenadores da comissão, representando a maioria dos seus membros, apoiaram Mārtiņš Kazāks e Mário Centeno como os candidatos preferenciais para o cargo", acrescentou.

A responsável indica ainda ter transmitido essa informação ao presidente do Eurogrupo, Kyriakos Pierrakákis, e ao presidente do Ecofin e ministro das Finanças do Chipre, Makis Keravnos.

Após este dia de audições, em que foram ouvidos os seis candidatos ao cargo, será enviado um relatório não vinculativo ao Conselho Europeu. Esta posição agora conhecida não afeta o processo, já que a decisão é tomada pelo Eurogrupo. 

Candidaturas à vice-presidência do BCE serão votadas na segunda-feira

Será na segunda-feira, dia 19 de janeiro, que Eurogrupo vai votar a candidatura de Mário Centeno, e cinco outras à vice-presidência do BCE, para substituir o espanhol Luis de Guindos a partir de maio, esperando-se uma decisão.

A candidatura de Mário Centeno foi formalizada pelo Governo português no dia 8 de janeiro. Os restantes cinco candidatos são:

  • governador do banco central da Letónia, Mārtiņš Kazāks;
  • governador do banco central da Estónia, Madis Müller;
  • governador do banco central da Finlândia e ex-comissário europeu para Assuntos Económicos e Monetários, Olli Rehn;
  • antigo ministro das Finanças da Lituânia, Rimantas Šadžius;
  • governador do banco central da Croácia, Boris Vujčić.

Falando na antevisão da votação, que se vai realizar em Bruxelas, um alto funcionário apontou que “não existe pressa” para tomar a decisão, dado que o mandato de Luis de Guindos só termina dentro de quatro meses, mas disse esperar “que haja um acordo” e que “se consiga um bom resultado”. 

“Ninguém quer um bloqueio”, apontou, referindo porém que as regras não obrigam nenhum candidato a retirar-se, mesmo que obtenha menos votos, prevalecendo antes “o bom senso”.

O escolhido tem de arrecadar o apoio de 72% dos Estados-membros da área da moeda única (ou seja, pelo menos 16 dos 21 países do euro), representando pelo menos 65% da população.

Na sequência da discussão do Eurogrupo, o Conselho da União Europeia (UE) adotará uma recomendação ao Conselho Europeu (ao nível de líderes), deliberando por maioria qualificada reforçada dos países do euro.

Em conformidade com o processo de seleção, depois de dados estes passos, o BCE e o Parlamento Europeu serão consultados antes de o Conselho Europeu tomar uma decisão final.

*Com Lusa

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