Taxas de juro caíram para 3,111% em janeiro de 2026. Já prestações da casa subiram ligeiramente, diz INE.
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Juros no crédito habitação
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Os juros no total de créditos habitação em Portugal estão a descer a bom ritmo há dois anos, uma trajetória estimulada por reduções da Euribor e contratação de taxas mistas mais acessíveis. O início de 2026 foi marcado por uma nova redução dos juros nos empréstimos habitação para 3,111%, o menor valor registado desde abril de 2023.

“A taxa de juro implícita no conjunto dos contratos de crédito à habitação diminuiu para 3,111% em janeiro de 2026, traduzindo uma descida de 1,9 pontos base (p.b.) face a dezembro de 2025 (3,130%)”, indica o Instituto Nacional de Estatística (INE). Trata-se da taxa de juro mais baixa desde abril de 2023 (de 3,110%) e representa uma redução de 154,6 p.b. desde o máximo atingido em janeiro de 2024 (4,657%).  

Para o destino de financiamento aquisição de habitação, o “mais relevante no conjunto do crédito habitação”, a taxa de juro implícita para o total dos contratos desceu para 3,108% (-2,1 p.b. face a dezembro de 2025), lê-se ainda no boletim divulgado esta quinta-feira, dia 19 de fevereiro.

Já a prestação da casa calculada para a totalidade dos contratos de crédito habitação não desceu na mesma medida. O INE revela que o valor médio da prestação mensal fixou-se em 399 euros, mais dois euros face ao mês anterior e valor idêntico ao registado em janeiro de 2025. 

Do valor da prestação da casa, 195 euros (48,9%) correspondem a pagamento de juros e 204 euros (51,1%) a capital amortizado. Isto quer dizer, frisa o INE, que a “componentes juros tem um peso inferior a 50% pelo quinto mês consecutivo”.

A rigidez nas prestações da casa pode ser explicada, em parte, pelo facto de o capital médio em dívida para a totalidade dos créditos habitação ter aumentando 724 euros num mês, atingindo 75.994 euros em janeiro de 2026. Ou seja, apesar de os juros descerem, as famílias têm mais dinheiro para devolver à banca, aumentando as prestações da casa.

Novos créditos habitação com juros ainda mais baixos

As taxas de juros nos créditos habitação contratados entre novembro de 2025 e janeiro de 2026 continuam a descer, o que sugere que a banca continua a dar condições atrativas seja de taxa variável (indexada à Euribor), seja de taxa mista.

“Nos contratos celebrados nos últimos três meses, a taxa de juro fixou-se em 2,847%, (-0,3 p.b. face à taxa observada no mês precedente), verificando-se uma diminuição acumulada de 153,3 p.b. desde o máximo atingido em outubro de 2023”, lê-se ainda na nota estatística. Mas sente-se que o ritmo de descida dos juros está a abrandar em termos mensais.

Também para o destino de financiamento para aquisição de habitação, a taxa de juro nos novos créditos fixou-se em 2,847%, tendo descido 0,4 p.b. comparativamente com o mês anterior.

Nestes novos créditos habitação, contratados nos últimos três meses, o valor médio da prestação da casa aumentou um euro, para 676 euros, verificando-se uma subida de 12,5% em termos homólogos. Esta ligeira subida mensal da prestação também pode estar relacionada com o crescimento do montante médio em dívida na ordem de 503 euros no último mês, fixando-se em 168.853 euros.

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