Luz direta ou indireta? O truque para tornar a casa bonita e acolhedora

Como escolher o tipo de iluminação adequada: guia prático para criar atmosfera, conforto e funcionalidade em casa.
Luz direta ou indireta?
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Matteo Squillante
Matteo Squillante

A luz é um elemento fundamental da casa: pode decorar, dar tom às divisões e valorizar pontos específicos. Precisamente por isso, é preciso dar a máxima atenção à iluminação da casa. Uma das primeiras perguntas a fazer, à partida, é então: luz direta ou indireta? Muito depende da atmosfera e da divisão. Eis a diferença e como tirar o máximo partido das potencialidades de ambas.

Que diferença há entre luz direta e indireta?

A diferença entre luz direta e luz indireta tem que ver, sobretudo, com o modo como esta se irradia. Esta distinção influi, de facto, em:

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  • intensidade percepcionada;
  • presença de sombras;
  • conforto visual;
  • atmosfera geral da divisão.

A luz direta tende a criar contrastes mais marcados e sombras nítidas. A indireta, pelo contrário, suaviza as sombras e torna o ambiente mais uniforme. A verdadeira chave está, então, em perceber quando usar uma ou outra e muitas vezes a solução ideal é combiná-las.

O que se entende por luz direta

Por luz direta entende-se uma iluminação em que o fluxo luminoso chega sem filtros à área a iluminar. Por exemplo: um candeeiro de secretária apontado ao plano de trabalho, ou um candeeiro de tecto orientável que ilumina um quadro. As principais aplicações são:

  • Secretária e escritório (leitura, trabalho ao computador).
  • Cozinha, por cima da bancada.
  • Espelho da casa de banho, para a maquilhagem ou para barbear.
  • Iluminação de obras de arte ou de pormenores arquitectónicos.

Naturalmente, é importante escolher a temperatura certa e a cor ideal (de preferência neutra, 4000K, para as actividades) e proteger bem a fonte luminosa.

Luz direta ou indireta
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O que significa luz indireta

A luz indireta, por seu lado, ilumina o ambiente por reflexão. O feixe luminoso é orientado para o tecto ou para as paredes e só depois se difunde pela divisão. A luz indireta é ideal para criar atmosfera em:

  • Sala de estar e zona de relaxamento;
  • Quarto;
  • Espaços dedicados à conversa;
  • Espaços dedicados ao bem-estar em geral.

É particularmente eficaz com paredes claras, que reflectem melhor a luz. Em superfícies escuras, pelo contrário, o efeito resulta mais atenuado. Em termos de design de interiores, a luz indireta valoriza os volumes, reduz os contrastes e torna o espaço mais elegante.

Que luz é melhor para os olhos

Para além da capacidade de "decorar", a luz indireta é, em geral, mais repousante para os olhos. Isto porque reduz o encandeamento, evita contrastes demasiado fortes e distribui a luminosidade de forma uniforme. Ainda assim, só por si, a luz indireta pode revelar-se pouco prática em divisões como a cozinha ou os corredores. Por isso, devem ser usadas de forma complementar:

  • Usa a luz indireta como iluminação principal de ambiente;
  • Acrescenta pontos de luz direta onde surgem necessidades específicas.

Também a temperatura de cor conta muito. Para o relaxamento são precisos tons quentes (2700K-3000K). Para trabalhar, é melhor optar por uma luz natural.

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Na sala, é melhor luz direta ou indireta?

Na sala, a escolha ideal recai predominantemente sobre a luz indireta, complementada por pontos de luz direta. Em concreto: a iluminação indireta pode ser recriada com focos orientados para o tecto, fitas LED integradas no tecto falso ou candeeiros de pé que difundem a luz para cima e a reflectem nas superfícies.

A esta base suave e envolvente convém juntar algumas luzes diretas funcionais, como um candeeiro de leitura ao lado do sofá, um foco que valorize a estante ou um ponto de luz dedicado à mesa de apoio.

O que são e como aproveitar as luzes de destaque

Vale a pena também focar um tipo de luz direta que cumpre uma função arquitectónica específica. As luzes de destaque são utilizadas para valorizar elementos concretos. Em geral, realçam:

  • Quadros;
  • Nichos;
  • Plantas;
  • Estantes;
  • Elementos arquitectónicos.

Por fim, convém recordar que os designers de interiores falam frequentemente de "iluminação por camadas". É precisamente esse o segredo: combinar diferentes fontes de luz para obter um ambiente harmonioso, prático e cénico.

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