A 30 de junho, a partir de Billund, na Dinamarca, o grupo LEGO anunciou uma coleção inédita com Olivia Rodrigo: cinco sets inspirados na carreira da cantora, à venda em pré-encomenda e com lançamento global marcado para 1 de agosto de 2026.
A norte-americana de 23 anos torna-se a primeira artista musical a ter vários sets dedicados, incluindo um ramo de flores construído à volta de uma flor roxa feita de guitarras elétricas da linha LEGO Botanicals.
É oficial, os adultos podem comprar todos os sets de LEGO que quiserem (ou puderem)! Escolhemos dez sets que funcionam como decoração. Flores que nunca precisam de água, quadros para pendurar, ou uma máquina de escrever que faz barulho. Todos partilham a mesma vantagem sobre a alternativa real: não murcham, não se estragam e têm um enorme potencial de valorização.
O ramo que floresce em guitarras: a estreia de Olivia Rodrigo
É por aqui que começa a conversa, e é também o único set desta lista que ainda não podes montar. O Ramo de Flores de Olivia Rodrigo tem cerca de 400 peças e nasce de uma ideia com sentido de humor: a flor central não é uma flor, são guitarras elétricas dispostas em pétala.
É o primeiro Botanicals personalizado da história da marca, o que explica porque é o set da coleção que melhor se defende numa sala, longe do público-alvo dos 9 aos 14 anos a que a linha se destina.
Quanto custa? Ramo de Flores Olivia Rodrigo (11507), cerca de 400 peças, anunciado a 49,99 dólares, com preço para Portugal ainda por confirmar. Pré-encomendas abertas, lançamento a 1 de agosto de 2026.
Flores que dispensam água: quatro arranjos perfeitos
Se há categoria em que a LEGO se instalou como peça decorativa é esta: a coleção Botanicals vende exatamente aquilo que uma florista não consegue prometer: flores que não murcham. E cobre todos os orçamentos.
A porta de entrada é a Mini-orquídea, 274 peças por 29,99 euros. Traz cinco orquídeas abertas e outras em botão, num vaso de terracota assente numa base em estilo de madeira. Na arte tradicional, a orquídea é uma das Quatro Nobres e simboliza recomeços, o que faz dela o presente óbvio para quem mudou de casa. Para pousar numa mesinha de cabeceira ou numa secretária, chega e sobra.
Um degrau acima em cor, o Pequeno Buquê Soalheiro custa 32,99 euros e joga tudo nos tons pastel, com uma túlipa, uma peónia e jacintos-dos-campos entre as flores. É o arranjo alegre, de montagem rápida, para quem quer pôr cor num canto sem grande investimento.
Quem procura uma peça de destaque tem a Orquídea grande, a 49,99 euros. Seis flores brancas e cor-de-rosa, duas em botão e um vaso azul canelado onde os elementos castanhos imitam a casca em que uma orquídea verdadeira cresceria. A graça está nos caules recombináveis: podes girar e reorganizar tudo até o arranjo ficar como queres, e refazê-lo daqui a uns meses quando te apetecer mudar.
E há o Buquê de Flores Silvestres, 59,99 euros, oito espécies em caules ajustáveis inspiradas em centáureas, lavanda, papoilas galesas e tremoceiros, entre outras. Este vem sem vaso de propósito: a ideia é que uses um teu, o que o torna o mais versátil da lista para encaixar num ambiente já montado.
Outros desafios: bonsais e soculentas
O Bonsai é o clássico da casa, 878 peças por 49,99 euros, à venda desde 2021 e ainda dos sets mais queridos da marca. Vem com um vaso retangular e um suporte de ripas que parece bem mais caro do que é.
O truque que toda a gente conta aos convidados: além das folhas verdes, podes montar a versão em flor de cerejeira, e as pétalas cor-de-rosa são, na verdade, minúsculas rãs LEGO viradas ao contrário. Repara bem da próxima vez que vires um.
Ao lado, para os gostos mais espinhosos, estão as Plantas Diminutas (49,99 euros). São nove modelos com instruções separadas, entre catos, suculentas, plantas tropicais e até algumas carnívoras, com dificuldade que vai do fácil ao avançado. Depois de montadas, distribuis os vasos por uma prateleira como quem monta um pequeno jardim de interior. É o set que melhor rende horas de construção pelo dinheiro.
Arte para a parede: Van Gogh e Hokusai em três dimensões
Passamos às paredes. A Noite Estrelada, de Vincent van Gogh (21333), custa 169,99 euros e é talvez o set de decoração mais conseguido que a LEGO já fez. Reconstrói em relevo o céu rodopiante que está no MoMA de Nova Iorque desde 1941, com um gancho para pendurar na parede e um braço de exposição onde encaixa uma minifigura do próprio Van Gogh, de pincel, paleta e cavalete. A ideia venceu o concurso LEGO Ideas do fã-designer Truman Cheng depois de reunir dez mil votos da comunidade.
Da mesma família, mas com outra alma, está A Grande Onda, de Hokusai (31208), da linha LEGO Art. São 1.810 peças por 99,99 euros que recriam em camadas a xilogravura japonesa de há quase dois séculos, rematada por um azulejo com a assinatura de Hokusai. Traz um pormenor que os outros não têm: um código QR que abre uma banda sonora feita à medida para ouvires enquanto constróis. É decoração e é ritual, das duas uma.
Um objeto com passado para a secretária
Fecho com o set que menos se parece com decoração e mais funciona como tal. A Máquina de Escrever (21327) tem 2.079 peças, custa 249,99 euros e é a peça de conversa por excelência. Recria uma máquina clássica no verde menta dos anos 50, e não é só para olhar: pões uma folha no rolo, carregas numa tecla e a armação sobe e desliza para a esquerda como na máquina verdadeira.
É o mais caro desta lista e o que menos disfarça que ali houve trabalho. Numa secretária de escritório em casa, faz o que um objeto de decoração deve fazer: obriga quem entra a perguntar o que é.
Atenção, as caixas que pode valer mais fechadas
Há ainda um argumento que costuma escapar a quem compra estes sets só para decorar, e que vale a pena conhecer antes de deitar a embalagem fora. A partir do momento em que a LEGO retira um set de produção, deixa de entrar mercado novo e os exemplares selados começam a rarear.
Um estudo publicado na revista Research in International Business and Finance, seguiu 2.322 sets entre 1987 e 2015 e concluiu que, no mercado secundário, os sets descontinuados valorizaram em média cerca de 11% ao ano, um ritmo superior ao do ouro, das ações e das obrigações no mesmo período.
O efeito não é imediato: os preços costumam começar a subir dois a três anos depois de o set sair de catálogo. E é preciso ter em conta que não é igual para todos.
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