Em constante crescimento nos últimos anos, a Comporta é já um dos territórios imobiliários mais atrativos de Portugal. A escassez estrutural de oferta e o seu sofisticado perfil de comprador têm ajudado este destino a consolidar-se como mercado premium resiliente e de referência.
De acordo com o estudo Market Report Portugal 2025-2026 da Engel & Völkers (E&V), a Comporta continua a atrair compradores nacionais e internacionais, tornando-se sinónimo de luxo discreto e descomplicado, o que ajuda a explicar o preço médio de venda da E&V Comporta de 4.625 euros por metro quadrado (euros/m2) em imóveis premium.
Alcácer e Grândola aumentam transações
No ano passado, Alcácer do Sal registou 201 transações de alojamentos familiares, o que representa um crescimento de 12,3%, mais do que os 10,5% registados em 2024. Também em Grândola houve um aumento no número de operações, de 7,1% (270), embora em 2024 esse crescimento tenha sido um pouco maior, de 11%. Apesar do crescimento nestas localidades, os investidores mantiveram a Comporta como destino de eleição naquela região.
No entanto, a E&V revela que, apesar destes dados positivos, eles continuam abaixo de máximos recentes, representando uma recuperação gradual e seletiva, típica de um território com oferta limitada e valores elevados.
Procura por imóveis na região em expansão
O interesse pela Comporta está a expandir-se para além do núcleo histórico de Grândola, com Alcácer do Sal a destacar-se durante o último ano. No terceiro trimestre de 2025, o valor médio de venda atingiu os 1.822 euros/m2, representando um crescimento de 47,3% e consolidando Alcácer do Sal como uma resposta atrativa à procura de imóveis na região.
Mas os imóveis de maior valor encontram-se em Grândola, onde o mercado se mantém com um nível premium robusto, apesar de o seu valor médio de venda ter passado de 2.293 euros/m2 no terceiro trimestre de 2024 para 2.147 euros/m2 em igual período de 2025.
Em comunicado, Vítor Paiva, Licence Partner da E&V Comporta, refere que este destino “não segue os ciclos do mercado imobiliário convencional”, uma vez que “os dados confirmam que, quando a oferta é estruturalmente escassa e o território é genuinamente único, o valor preserva-se e até valoriza”.
“A escassez não é por isso um risco para a Comporta, deve ser encarada como uma vantagem competitiva. Os ativos diferenciados e de elevada qualidade continuam a ser disputados por um perfil de comprador que sabe exatamente o que quer e está disposto a pagar por isso”, acrescenta o responsável.
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