Planear despesas e preparar para imprevistos: eis a fórmula 50/30/20

Para ajudar as famílias portuguesas a gerir o orçamento familiar, o Cetelem preparou um conjunto de dicas de gestão financeira.
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Apesar do abrandamento da inflação para 3,2% em junho, reportado pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), e pela maior quebra semanal do ano no cabaz alimentar, segundo a Deco PROteste, a gestão do orçamento familiar continua a ser um grande desafio em Portugal. E foi por isso que o Cetelem, marca comercial do BNP Paribas Personal Finance, decidiu apresentar um conjunto de dicas para gestão financeira.

Estas dicas, sustentadas por dados dos estudos do Observador Cetelem, seguem a regra 50/30/20, que propõe a divisão do rendimento líquido mensal da seguinte forma: 50% para as despesas essenciais, 30% para lazer e 20% para poupança.

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Metade do orçamento (50%) para as necessidades essenciais

  • Otimização de energia: no que respeita a despesas essenciais como é o caso de eletricidade, esta primeira dica passa por apostar em lâmpadas LED e no isolamento de janelas, em vez da utilização do ar condicionado. De acordo com o Cetelem, aproximadamente 77% dos portugueses já mudaram os hábitos de consumo e, desses, 69% confirmam poupanças reais na fatura.
  • Condições dos contratos domésticos devem ser revistos regularmente: uma das sugestões é confirmar se a potência contratada corresponde às necessidades atual da casa e comparar tarifas entre as várias comercializadoras. Cerca de sete em cada 10 portugueses temem o custo da eletricidade e 54% confessam sentir-se inseguros com a capacidade de suportar as faturas.

Lazer e desejos: 30% do salário para “aproveitar a vida”

  • Planeamento das férias com antecedência: segundo os dados do Observador Cetelem, as férias dos portugueses têm um custo médio de 861 euros, com o valor a concentrar-se especialmente no alojamento (32%) e na alimentação (29%). Por esse motivo, é essencial definir um orçamento máximo e reservar o alojamento com antecedência, assim como os transportes e atividades previstas. 
  • IA para comparar e poupar: nos tempos de hoje há que tirar partido das inovações tecnológicas também para poupar. As ferramentas de Inteligência Artificial (IA) podem não só ajudar a encontrar as viagens mais económicas, como também a planear roteiros, algo que é já utilizado por 62% dos portugueses na preparação das férias.
  • Produtos recondicionados ou em segunda mão são uma boa opção de poupança: esta pode ser uma excelente alternativa para reduzir gastos, sem colocar a qualidade em causa. Cerca de 66% dos portugueses já opta por este tipo de produtos e indica que o negócio ideal implica um desconto de, no mínimo, 30% face ao produto novo.

Poupar 20% do rendimento para ter um “escudo financeiro”

  • Criar uma reserva financeira: é importante escolher os produtos financeiros mais adequados às necessidades de cada pessoa/família na hora de canalizar uma parte do rendimento para a poupança. Atualmente, já 44% dos portugueses com mais de 35 anos têm depósitos e 29% têm PPR, notando-se uma procura crescente por diversificação entre os mais jovens, com 23% a considerar ETFs e 18% criptomoedas.
  • Crédito apenas por necessidade e após avaliação cuidadosa: três em cada dez portugueses planeiam recorrer a créditos para projetos pessoais. Contudo, esta opção deve ser recorrida apenas em caso de necessidades identificadas e ser contratada depois de uma cuidadosa avaliação das condições de contrato e capacidade de reembolso.
  • Proteção contra burlas digitais: um em cada quatro portugueses já sofreu algum tipo de burla digital, o que revela a enorme necessidade de adotação de uma maior proteção contra este tipo de fraudes. A sugestão do Cetelem passa por aceder às contas apenas pela app ou site oficial do respetivo banco ou instituição financeira e desconfiar sempre de mensagens, chamadas ou emails que solicitem códigos, palavras-passe ou dados de cartão.

Por fim, o Cetelem recorda que o Banco de Portugal é a entidade de referência para a contratação de créditos e aconselha o Portal do Cliente Bancário para comparar as condições de mercado antes de se fazer qualquer tipo de contrato. A marca comercial do BNP Paribas Personal Finance sugere ainda a Rede de Apoio ao Cliente Bancário (RACE), que presta apoio de forma gratuita a quem sente dificuldades em cumprir os seus pagamentos, e destaca ainda que a aposta na literacia financeira é fundamental.

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