Chama-se Vilamoura Parque e é o primeiro projeto da nova administração da Vilamoura World (VW) – agora liderada por João Brion Sanches – a sair do papel. Trata-se de um empreendimento com 40 unidades, 30 V2 e 10 V3, que será construído ao lado do Central e a pensar nas exigências dos clientes na sequência da pandemia da Covid-19. Cada casa terá, por exemplo, piscina privada. “As obras estão previstas iniciar a partir do início do segundo trimestre de 2022 e teremos depois 24 meses, ou seja, no primeiro semestre de 2024 contamos ter o projeto pronto para entregar aos clientes”, revela ao idealista/news Miguel Palmeiro, administrador da VW com o pelouro comercial.
O atelier de arquitetura e engenharia Sabrab foi fundado em 2006. A história do atelier começou a ser contada numa divisão da casa de Miguel Barbas e o primeiro projeto foi uma pequena casa na aldeia alentejana de Vila Fernando, revela o CEO da empresa em entrevista ao idealista/news. Desde então, muita coisa mudou, tendo conquistado vários prémios internacionais. E até uma pandemia houve pelo meio. “O que se deve retirar desta pandemia é que a arquitetura e a engenharia têm de ganhar obrigatoriamente respeito pela natureza, e não querer sobressair por vaidade perante ela”, avisa.
Vilamoura é um território sobejamente conhecido para muitos portugueses, sendo um dos destinos de férias mais populares de Portugal. Encontra-se a pouco mais de duas horas de carro de Lisboa e pertence à freguesia de Quarteira (Loulé), sendo conhecida, por exemplo, pela enorme marina e pelas praias. A verdade é que vivem em Vilamoura – são 1.700 hectares, o equivalente a oito vezes o tamanho do Mónaco – cerca de 11 mil pessoas. É um território com muita história, tendo tido vários “proprietários” ao longo dos anos, estando atualmente nas mãos da Vilamoura World (VW), que é “dona” de dois negócios: a gestão da marina e praias e da parte imobiliária. O que se pode esperar de Vilamoura nos próximos anos? Que projetos há em vista? Contamos tudo.
A “bomba” rebentou no final de maio de 2021. A Vilamoura World (VW), antiga Lusotur, foi comprada à norte-americana Lone Star por um grupo de investidores portugueses, liderado por João Brion Sanches. Um co-investimento entre este grupo de investidores nacionais e o fundo de investimento da Arrow Global, que detém em Portugal a Norfin e a Whitestar Asset Solutions, conforme escrevemos. É chegada a altura de perceber, afinal, que planos tem para a região a nova administração da VW. “Temos outra vez a ambição de sermos um grande promotor imobiliário”, revela ao idealista/news o CEO da empresa.
Isolete Correia conhece a marina de Vilamoura como ninguém. É quase como ver um bebé nascer e, depois, assistir ao seu crescimento, explica a administradora da Vilamoura World (VW) e responsável pela gestão da marina e das praias da região ao idealista/news. Muita coisa mudou com o passar dos anos e a verdade é que continua a haver desafios. Um dos que está em cima da mesa é a expansão da marina, que tem atualmente 825 postos de amarração. O objetivo é ter mais 68 e conseguir, assim, receber mais embarcações de grande porte, até porque a lista de espera é longa, assegura.
O ano de 2022 arrancou tal como tinha terminado o de 2021, ou seja, com a sensação de que o setor da promoção imobiliária em Portugal continua a saber como fintar a pandemia. É assim desde março de 2020, quando a Covid-19 se instalou no país, e a verdade é que continua a haver projetos a sair do papel, nomeadamente no segmento residencial, e que o mercado português se mantem no radar dos investidores, nacionais e internacionais. Há, no entanto, desafios a ter em conta, como por exemplo os elevados custos de construção. Eis o que se pode esperar da promoção imobiliária em 2022, segundo especialistas.
Sustentabilidade é uma palavra que entrou no léxico sem pedir licença. A sua importância é levada a sério por vários setores de atividade, nomeadamente num cenário pós-pandemia, que todos esperamos que esteja para breve. O imobiliário e a construção não são exceção. Pelo contrário, vários players e especialistas consideram este um dos temas centrais a ter em conta no presente e no futuro. Mas como serão, afinal, as casas do futuro? Como serão construídas? Serão de madeira? Nuno Vale, CEO da Ooty, não tem dúvidas de que o futuro da habitação passa também pela construção de casas sustentáveis de madeira, um “material incrível e que nos mercados do sul da Europa esteve adormecido, mas que está a retomar em grande escala”, diz ao idealista/news.
O tema está na ordem do dia. Com o fim do teletrabalho obrigatório, coloca-se agora a questão: trabalhar no escritório ou em casa? Estar em teletrabalho, a 100%, apostar num regime de trabalho híbrido, em que se vai ao escritório apenas alguns dias por semana, ou ir sempre para o emprego fisicamente? Esta será a dúvida do momento para muitos empregadores e trabalhadores. Com o súbito aparecimento da pandemia, que teima em não dar tréguas, tudo parece ter mudado no panorama laboral - das normativas legais às questões logísticas e pessoais.
A Hipoges foi fundada em 2008 em Madrid (Espanha) e “aterrou” em Lisboa no ano seguinte, tendo também já um escritório no Porto. Trata-se de uma plataforma de referência no setor de Asset Management – tem, a nível global, mais de 28 mil milhões de euros em ativos sob gestão – que encara Portugal como uma terra de oportunidades no setor imobiliário. “A falta de produto novo residencial em Portugal é uma realidade. As características geográficas do país, bem como a necessidade de produto imobiliário, levam-nos a acreditar que o mercado residencial vai continuar a ser extremamente atrativo para investimento”, diz ao idealista/news Hugo Velez, General Manager Hipoges Iberia.
Há mais uma empresa espanhola a operar em Portugal no setor imobiliário. A Percent Servicios Inmobiliários, que celebra este ano uma década de existência, tendo agências na Comuidade Valenciana e da Galiza, escolheu Lisboa para iniciar o seu plano de expansão internacional. A mediadora já tem, de resto, um escritório/loja na capital, contando, para já, com uma equipa de sete pessoas, que tenderá a crescer em breve. “A Percent existe para melhorar a vida de cada uma das pessoas que participam do processo de compra e venda de um imóvel, oferecendo um serviço completo e seguro, para que cada experiência se torne uma recomendação”, diz em entrevista ao idealista/news Cleyton Oliveira, diretor de negócio em Portugal da Percent Servicios Inmobiliários.
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