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Melhorar a casa no "pós-pandemia": a tendência de restaurar e reaproveitar

Portugueses querem dar “segunda vida” à casa e apostam em mudanças mais ecológicas, segundo a plataforma Mundo Ageas.

A tendência de restaurar e reaproveitar a casa no pós-pandemia
Foto de Dmitry Zvolskiy no Pexels
Autor: Redação

Com a pandemia, e em concreto com o teletrabalho, muitos portugueses tiveram de ganhar – ou adaptar espaços em casa, sendo que o lar passou a ser, literalmente, o local onde tudo acontece. Não é de estranhar, por isso, que com o chamado “regresso à normalidade” haja vontade e/ou necessidade de renovar a casa, dando-lhe como que uma “segunda vida”. A tendência de restaurar e reaproveitar espaços e mobiliário está, assim, a ganhar força.

Segundo o Mundo Ageas – marca do Grupo Ageas Portugal –, plataforma de serviços que promove o contacto de clientes com profissionais das mais diversas áreas, o aumento de pedido de serviços para o lar revela que os portugueses estão mais ecológicos e com vontade de mudar.

“[Houve] um aumento generalizado de pedidos de serviços para o lar, durante o mês de setembro, com uma forte incidência na renovação da decoração da casa e restauro e reaproveitamento de móveis, refletindo uma maior preocupação ecológica e consciência financeira”, refere a empresa, em comunicado.

“Se os serviços de decoração e design de interiores registaram um crescimento de 150% face ao mês de agosto, a vontade de dar uma nova vida a mobiliário e sofás antigos refletiu um aumento de 67% na procura de restauro de móveis e 53% na procura de serviço de estufador, permitindo dar uma nova vida a peças já existentes, ao mesmo tempo que se evitam investimentos avultados em mobiliário novo”, lê-se no documento.

A tendência de restaurar e reaproveitar a casa no pós-pandemia
Mundo Ageas

O problema do inverno e da chegada do frio

A plataforma de serviços revela ainda que, com a aproximação do inverno, é de notar que há uma maior preocupação com a necessidade de manter a casa adaptada ao tempo frio e chuvoso. Nesse sentido, refere que houve um aumento de 150% na procura de serviços de reparação de lareiras e chaminés e de 43% na procura de serviços de reparação ou manutenção de telhado.

“Vivemos novos tempos e este aumento de procura de serviços para melhorias em casa reflete precisamente a vontade de mudar, depois do longo período em que fomos obrigados a estar dentro de casa. Além disso, verificamos a incidência de um espírito ecológico, evitando descartar mobiliário antigo que acaba por se refletir num aumento de poupança, seja por necessidade ou por vontade”, comenta Vasco Severo, Diretor Geral do Mundo Ageas, citado na nota.