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Imobiliárias podem recorrer a linha de financiamento do Governo a partir de hoje

O CAE da mediação imobiliária foi integrado na linha de três mil milhões de euros que o Executivo vai disponibilizar para vários setores

Photo by bruce mars on Unsplash
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Autor: Redação

As mediadoras imobiliárias podem, a partir de hoje, dia 09 de abril de 2020, recorrer à linha de financiamento de três mil milhões de euros que o Governo vai disponibilizar para os setores do turismo, restauração e indústria para ajudar a superar da crise gerada pela pandemia do Covid-19. O CAE (Código de Atividade Económica) dos profissionais de mediação imobiliária foi incluído pelo Governo neste pacote de ajudas multissetorial no âmbito do estado de emergência por causa do coronavírus, sendo assim, para já, abandonada a ideia que estava a ser trabalhada de ser criada uma linha específica de mil milhões de euros para o imobiliário. 

Segundo a notícia avançada pelo Público, perto de 2.500 empresas pretendem recorrer já a esta linha, ou seja, cerca de metade das 5.000 mediadoras imobiliárias das que existem oficialmente em Portugal. A fonte de toda esta informação revelada pelo jornal é Luís Lima, presidente da Associação dos Profissionais e Empresas de Mediação Imobiliária de Portugal (APEMIP), que diz ter tido conhecimento de que o CAE seria integrado nesta linha através do secretário de Estado da Infraestruturas.

Citado pelo diário, o responsável conta que tem aconselhado todas as empresas que não tenha necessidade imediata de tesouraria a precaverem o futuro, contraindo o empréstimo. “Sou dos otimistas que acha que este setor até vai ser dos primeiros a começar a recuperar, nomeadamente com o segmento do arrendamento. Mas vêm aí tempos muito difíceis, temos de estar preparados”, argumenta.

Com a expetativa de que esta linha de financiamento “será posteriormente reforçada e alargada”, a APEMIP "congratula-se com esta novidade, que resulta da sua pressão junto do Governo para considerar o nosso setor que tanto contribui para criação de emprego e dinamização económica nacional. Não sendo a solução para todos os problemas que as nossas empresas enfrentam é, pelo menos, uma alternativa à qual podemos recorrer!”, segundo escreveu a associação numa nota que enviou às mediadoras esta quarta-feira, citada pelo Público.