A receita deste ano da empresa deverá cair para metade, face a 2019.
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Airbnb vai despedir 25% dos trabalhadores devido à crise da Covid-19
Brian Chesky, CEO de Airbnb GTRES

O Airbnb está a preparar-se para demitir quase 1.900 trabalhadores, cerca de 25% da força de trabalho da empresa, segundo documentos aos quais a CNBC teve acesso. Os negócios da empresa foram afetados pela pandemia da Covid-19 que acabou por paralisar as viagens e as estadias nas casas anunciadas na plataforma. O CEO da empresa, Brian Chesky, prevê que a receita deste ano caia para metade, face a 2019, e reconhece que também o Airbnb terá de adaptar-se à nova realidade.

Os funcionários americanos demitidos receberão 14 semanas de salário-base mais uma semana adicional por cada ano de trabalho na empresa, segundo Chesky. O Airbnb também oferecerá 12 meses de assistência médica a funcionários demitidos nos EUA – 11 de maio será o último dia de trabalho para os funcionários afetados nos Estados Unidos e no Canadá.

A carta escrita por Chesky e enviada aos empregados ressalva que estamos a viver coletivamente “a crise mais terrível da nossa vida e, à medida que começou a desenvolver-se, as viagens globais ficaram paralisadas”. “O negócio do Airbnb foi duramente atingido, e a receita deste ano deverá cair para menos de metade do que ganhámos em 2019”, refere.

Mercado europeu dá sinais de recuperação

Embora garanta que os negócios do Airbnb deverão recuperar-se por completo, avisa que as mudanças pelas quais passará não serão temporárias ou de curta duração. O responsável prevê que, quando for possível viajar, as pessoas procurem alojamentos mais próximos de casa, mais seguros e acessíveis.

Com o levantamento gradual das restrições em algumas economias da Europa, há países a dar sinais de regresso “à normalidade”. O Airbnb começou a notar, de resto, um subida na procura em alguns mercados, como a Dinamarca e a Holanda, onde o nível de atividade já está entre 80 a 90% do nível registado no ano passado, segundo as declarações do CEO da empresa ao Financial Times.

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