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Álcool gel no carro, e agora? Pode evaporar-se mas não há risco de se incendiar sozinho

Alerta é dado pela Deco – Associação Portuguesa para a Defesa do Consumidor, que fala em notícias falsas em tempos de pandemia.

Kelly Sikkema on Unsplash
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Autor: Redação

Serão muitos os portugueses que, por precaução, deixam uma embalagem de álcool gel no carro, para desinfetar as mãos quando e se acharem necessário. Será esta uma boa “política”? Haverá riscos, como por exemplo o do produto se incendiar sozinho se estiver muito calor? Para a Deco – Associação Portuguesa para a Defesa do Consumidor, esse cenário não se coloca, mas deve evitar deixar-se o líquido “estacionado” na viatura, porque pode evaporar-se.

Segundo a associação, são várias as notícias falsas a circular em tempos de pandemia de Covid-19, sendo esta, a de haver um eventual risco de incêndio se o álcool gel ficar carro e sujeito a calor, uma delas. “Não ligue”, diz a Deco, alertanto, no entanto, que não se deve deixar o desinfetante na viatura.

“O álcool gel não pega fogo sozinho dentro do carro, mesmo que exposto ao sol. O ponto de autoignição do etanol (o principal componente do álcool gel), a partir do qual poderia começar a arder sozinho, é de 455ºC. O líquido teria de atingir esta temperatura para arder sem ser necessária qualquer fonte de ignição. A temperatura no habitáculo de um automóvel, mesmo nos dias mais quentes de verão, raramente vai além dos 65ºC. Por isso, é fácil perceber que não há condições para que a solução de desinfetante das mãos arda espontaneamente”, explica a associação

A Deco considera, no entanto, que o álcool gel não deve ser deixado no carro. E explica porquê: “Se não estiver devidamente fechado, as temperaturas mais elevadas podem levar a que o álcool evapore, e se perca a eficácia do produto. Além disso, nunca se deve deixar produtos inflamáveis dentro de viaturas. Se o álcool evaporar ou houver alguma fuga do produto, no caso de existir uma fonte de ignição, pode, realmente, ocorrer um incêndio”.