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Pandemia afeta todos os países, mas nem todos a combatem com o mesmo ‘budget’

Público
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Autor: Redação

A pandemia da Covid-19 chegou e deixou marcas um pouco por todo o mundo, obrigando os países a reverem os respetivos orçamentos de forma a evitar uma crise económica de dimensões ainda mais graves. Mas a verdade é que os esforços financeiros que cada uma das nações está a fazer são muito diferentes. Portugal, por exemplo, está entre os países europeus que menos gastam de imediato no combate à crise, pelo que pode vir a ser um dos que mais lentamente regressa aos níveis de atividade económica verificados na pré-pandemia.

Segundo o Público, que se apoia em dados do Fundo Monetário Internacional (FMI) – fez uma análise exaustiva sobre as medidas de combate à crise adotadas em 190 países –, é possível concluir que os Estados adoptaram medidas que conduziram a um impacto imediato no défice (por aumento da despesa e diminuição da receita) equivalente a 5,9% do PIB mundial (mais de cinco mil milhões de dólares). Paralelamente, anteciparam despesas ou adiaram receitas num montante equivalente a 1% do PIB e deram apoio à liquidez das empresas e famílias (com empréstimos e garantias) no valor de 6% do PIB.

“Entre os 190 países, contudo, tanto é possível encontrar casos em que o esforço orçamental de combate à crise foi quase nulo, como verificar que há países onde a intervenção do Estado ficou muito acima da média mundial. O Estado em que o impacto orçamental imediato foi mais alto foi o do Tuvalu, um pequeno arquipélago do pacífico, cujas medidas, de combate à doença e de apoio à economia, ascenderam a 29% do seu PIB”, escreve a publicação.

No caso de Portugal, prudência parece ser palavra de ordem, já que as medidas tomadas até agora conduzem a um agravamento do défice de 3,2% do PIB, um valor que fica bem abaixo da média de 7,3% registada no total das economias avançadas. Significa isto que Portugal é, entre 38 países com economias avançadas, o quarto com um impacto orçamental imediato mais baixo na sequência das medidas tomadas no combate à pandemia e ao seu impacto na economia.