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Segunda vaga da pandemia e incerteza económica condicionam evolução do setor da construção

Vários segmentos do setor têm dado resposta positiva à Covid-19, mas associações mostram-se preocupadas.

Ümit Yıldırım on Unsplash
Ümit Yıldırım on Unsplash
Autor: Redação

O setor da construção civil e obras públicas tem-se mostrado resiliente à pandemia da Covid-19, com vários segmentos a darem resposta positiva à crise pandémica, como por exemplo o consumo de cimento, os licenciamentos e os concursos promovidos e contratos celebrados de empreitadas de obras públicas. Uma evolução, no entanto, que é “fortemente condicionada pelo significativo aumento da incerteza em torno do comportamento do atual surto pandémico e a possibilidade de ressurgimento de medidas restritivas, cujos impactos na economia poderão ser muito significativos no conjunto da atividade económica”, alertam duas das mais importantes associações do setor.

Na conjuntura da construção de outubro de 2020, a Associação dos Industriais da Construção Civil e Obras Públicas (AICCOPN) e a Associação de Empresas de Construção e Obras Publicas e Serviços (AECOPS) revelam, por exemplo, que o consumo de cimento no terceiro trimestre totalizou 930 mil toneladas, mais 11,7% em termos homólogos.

No que diz respeito aos licenciamentos, “assistiu-se nos três meses terminados em agosto a uma forte recuperação, com o total de licenças emitidas pelas câmaras municipais a subir 8% face a igual período do ano anterior, contudo ainda insuficiente para recuperar das fortes quebras sentidas no período do confinamento, pelo que, no cômputo dos oito meses de 2020, a variação ainda permanece negativa”, lê-se no comunicado enviado às redações pelas duas associações.

Relativamente ao crédito à habitação, aumentou em agosto 11,6% face ao mesmo mês do ano passado, tendo sido concedidos nos primeiros oito meses do ano 7.127 milhões de euros, mais 7,1% em termos homólogos.

Também a avaliação bancária de casas, concedida no âmbito dos empréstimos para a compra de habitação, tem vindo a disparar, com o valor mediado a fixar-se nos 1.128 euros por metros quadrado (m2), traduzindo uma subida de 5,8% face a setembro de 2019.

“No segmento das obras públicas, os concursos promovidos e contratos celebrados de empreitadas de obras públicas encerram no terceiro trimestre com variações positivas de 17,3% e 13,9%, respetivamente”, revelam as associações.