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Empresas começam a receber apoios do Governo em fevereiro, diz Siza Vieira

Ministro da Economia revela que os apelos das empresas levaram o Executivo a antecipar o pagamento das ajudas.

portugal.gov.pt
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Autor: Redação

A pandemia da Covid-19 não dá tréguas e obrigou o Governo a avançar com um novo confinamento geral, tendo (também) reforçado os apoios às empresas. Segundo Pedro Siza Vieira, ministro da Economia, a injeção de liquidez proveniente destas ajudas deverá chegar às empresas já em fevereiro. O governante mostra-se, de resto, otimista, antecipando que 2021 será um ano de recuperação da economia portuguesa.

“É muito importante que as empresas recebam esta injeção de liquidez em fevereiro”, disse o ministro, em entrevista do Jornal de Negócios, adiantando que entre os apoios está o regresso do lay-off simplificado e o alargamento e antecipação do programa Apoiar, que será estendido para o quarto trimestre. “Vamos fazer tudo para concretizar isso o mais rapidamente possível”, adiantou.

Quando questionado sobre como será reforçado o programa Apoiar, respondeu de forma clara: “O valor do quarto trimestre é pago a dobrar. Contamos abrir as candidaturas na semana seguinte [esta semana]. Para as microempresas, o limite de 7.500 euros passa para 12.500 euros. As pequenas empresas vão poder receber 68.750 euros. Para as médias e grandes empresas, o montante máximo passa de 100.000 euros para 168.750 euros. Os empresários em nome individual poderão receber até 5.000 euros”.

Na mesma entrevista, Pedro Siza Vieira disse não ter dúvidas de que 2021 será um ano de recuperação económica. O Governante admitiu, no entanto, a possibilidade de haver novo Orçamento retificativo.

“Estamos a começar o ano de 2021 e as pessoas já estão, outra vez, a dizer que as projeções do Governo são muito otimistas e que vai ter de haver Orçamento retificativo. Se tiver de haver, há, mas não vale a pena antecipar desgraças. Temos de ter a capacidade de gerir bem as sucessivas vicissitudes. É isso que temos vindo a fazer ao longo do tempo. Dou um último exemplo. Toda a gente dizia que o lay-off era uma desgraça porque, quando acabassem as limitações aos despedimentos, o desemprego iria disparar. E aquilo que verificámos, chegados a outubro, é que a população empregada tinha aumentado. Chegámos a novembro e aumentou a população empregada”, afirmou.