Cláudia Reis Duarte, secretária de Estado dos Assuntos Fiscais

Pacote fiscal da habitação: “Queremos que as medidas cheguem a todos”

O que se pretende, com as medidas contempladas no pacote fiscal da habitação, “é criar condições efetivas para aumentar a oferta [de casas], para estimular o investimento privado e para tornar o acesso à habitação mais acessível e mais equilibrado em todo o país”. A garantia é deixada pela secretária de Estado dos Assuntos Fiscais, Cláudia Reis Duarte, que considera que o referido pacote fiscal é “transversal”, contemplando “não só as famílias, mas também as empresas e os investidores”, porque só com uma abordagem estruturada e integrada será possível “mobilizar recursos e acelerar a construção e reabilitação de imóveis”.
Yuno

Dono de 25% da Super Bock Arena investe em mais de 200 casas no Porto

O Porto vai receber um novo empreendimento residencial de 60 milhões de euros, promovido por Eduardo Sardo, o investidor que detém 25% do Pavilhão Rosa Mota – Super Bock Arena. O projeto chama‑se Yuno e será construído na zona universitária da Asprela, com 241 apartamentos e um conjunto alargado de serviços pensados para diferentes perfis de residentes e investidores.
Tipos de casas onde a população da UE vive

Habitação: 49% da população em Portugal vive em apartamentos

Na União Europeia (UE), a forma como se vive muda bastante de país para país. O tipo de casa que se escolhe (moradia, apartamento ou algo mais alternativo) depende muito de estares numa grande cidade, numa vila ou em plena zona rural. Em 2024, o mapa europeu da habitação estava quase dividido ao meio: 51% da população vivia em moradias e 48% em apartamentos. Entre os países com mais população a viver em apartamentos, surge Portugal na 11ª posição, com 49%.
casas do Estado

Municípios estão a fazer inventário da habitação pública

O Governo quer saber quantos são e onde estão localizados os imóveis públicos vazios. A ideia será utilizá-los para dar resposta à crise habitacional, mas para isso é necessário fazer um levantamento completo do património imobiliário do Estado – que não existe. Nesse sentido, pediu aos municípios que fizessem um inventário do seu território.
Imóveis devolutos

Tribunal rejeita aplicar IMI agravado a imóveis em zonas de pressão urbana

O Centro de Arbitragem Administrativa (CAAD) recusou aplicar a norma do Código do Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI) que prevê o agravamento da taxa para prédios em ruínas, devolutos há mais de um ano ou terrenos para construção com aptidão habitacional situados em zonas de pressão urbanística. Os árbitros – Jónatas Machado, Alexandra Coelho Martins e Alexandra Iglésias – consideraram a medida desproporcionada e inconstitucional, por não constituir “uma solução equilibrada que concilie o direito à habitação com a proteção do direito de propriedade e o respeito devido aos princípios fundamentais do direito fiscal”.
Casas em Portugal

Rendas das casas pagas pelos inquilinos com subida estável em janeiro

As rendas das casas pagas pelos inquilinos em Portugal parece que estão a estabilizar a subida, depois de passar vários meses do ano passado a desacelerar. É isso que revelam os dados mais recentes do Instituto Nacional de Estatística (INE): a variação anual das rendas aumentou 5,1% em janeiro de 2026, estando ligeiramente acima do mês anterior.
Margarida Caldeira

"Falar de habitação é muito mais que resolver um problema quantitativo"

Instalado na emblemática Estação do Rossio, edifício no centro de Lisboa cuja reabilitação assinou, a Broadway Malyan celebra três décadas de atividade em Portugal. Em entrevista ao idealista/news, a arquiteta que lidera o atelier em Portugal identifica a habitação como um dos maiores desafios do país. “Há uma forte carência de habitação em Portugal, transversal a todos os segmentos. A mais urgente de suprir é, sem dúvida, a habitação permanente para jovens e famílias de classe média.”, aponta Margarida Cabral. Mas, como defende a especialista, falar de habitação hoje é ir muito além da resposta tradicional e aponta outras soluções residenciais: modelos como o coliving, o flex-living, as residências para estudantes e seniores ou as branded residences, que começam a ganhar espaço num mercado ainda pouco explorado a nível nacional, mas com procura crescente.
Casas em Lisboa

Número de casas vendidas em Portugal cresceu 4% num ano

O preço mediano das 41.117 casas transacionadas em Portugal no terceiro trimestre de 2025 fixou-se em 2.111 euros por metro quadrado (m2), um aumento de 16,1% face ao mesmo período de 2024 e de 2,2% em relação ao trimestre anterior. Os preços da habitação aceleraram em 12 dos 24 municípios com mais de 100 mil habitantes, com Coimbra e Setúbal a registarem os maiores acréscimos, segundo o Instituto Nacional de Estatística (INE).
Dan Jørgensen e Carlos Moedas

"Ter uma casa não é um luxo: é um direito humano", diz comissário europeu

“Ter uma casa não é um luxo: é um direito humano.” Foi desta forma que o comissário europeu, Dan Jørgensen, marcou a conferência da passada sexta-feira, que deu a conhecer o esperado Plano Europeu para a Habitação Acessível. Bruxelas escolheu Lisboa para apresentar a nova estratégia comunitária para afrontar a crise habitacional nos vários Estados-membros, e o responsável aproveitou para destacar a necessidade urgente de reformular as normas dos auxílios de Estado, bem como de criar uma plataforma europeia, que reúna investidores, autoridades públicas e parceiros sociais, e acelere a oferta de casas a preços acessíveis. Por seu lado, Carlos Moedas, presidente da Câmara Municipal de Lisboa (CML), pediu a Bruxelas um PRR exclusivo para habitação.
Crise na habitação em Portugal

Moedas pede a Bruxelas PRR exclusivo para habitação em Portugal

O presidente da Câmara Municipal de Lisboa pediu esta sexta-feira, dia 30 de janeiro, um Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) exclusivo para a habitação, realçando que o programa em vigor até junho de 2026 não é suficiente para resolver a crise atual.“Precisávamos de um PRR para a habitação, est
Segurança Social

Segurança Social reage à IGF: só 18 dos 854 imóveis são casas vazias

A Inspeção-Geral de Finanças (IGF) detetou 854 frações da Segurança Social em estado devoluto em 2024, mas a entidade esclareceu que 836 desses imóveis estão “desadequados para habitação” e que “apenas 18” são casas vazias. Numa nota enviada às redações, o Instituto de Gestão Financeira da Segurança Social (IGFSS) esclareceu que a maioria dos imóveis contabilizados como devolutos pela IGF eram “unidades industriais, terrenos rústicos e arrecadações”, em estado de “recuperação ou sujeitos a ocupação abusiva, tratada em sede judicial”.
Imóveis devolutos

Crise na habitação: Segurança Social mantém 854 casas vazias

Portugal enfrenta uma crise habitacional sem precedentes, mas a Segurança Social mantém centenas de imóveis vazios e acumula milhões em dívidas. Uma auditoria da Inspeção-Geral de Finanças (IGF) ao Instituto de Gestão Financeira da Segurança Social (IGFSS) revela falhas estruturais graves na gestão do património imobiliário, com 854 frações devolutas e uma dívida acumulada de 33,7 milhões de euros entre 2019 e 2024. A situação afeta tanto habitações como lojas e terrenos, que continuam a gerar custos de manutenção para o Estado.
Casas em Lisboa

Mais de dois milhões de rendas estão fora do radar do Fisco

Num contexto de forte pressão sobre o setor da habitação e de crescente debate em torno das rendas e da fiscalidade, os números agora conhecidos revelam a dimensão do arrendamento informal em Portugal. Há mais de dois milhões de rendas que continuam fora do radar do Fisco, num mercado onde se estima existirem cerca de 3,7 milhões de casas arrendadas.
Programa 1º Direito

Programa 1º Direito: construídas apenas 1.568 casas em oito anos

A oito meses do fim do prazo do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), o principal programa de habitação pública do país continua a registar atrasos significativos. O 1.º Direito, que previa disponibilizar 26 mil casas até junho de 2026, já entregou quase 17 mil habitações, mas apenas 1.568 correspondem a construção nova, ou seja, pouco mais de 9% do total. A maioria das casas entregues resultou de reabilitação ou aquisição e reabilitação, enquanto 574 foram adquiridas e 27 arrendadas pelas entidades promotoras.