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Herdade da Comporta à venda na próxima semana

Autor: Redação

O processo de venda da Herdade da Comporta vai arrancar na próxima semana, com o envio dos convites a potenciais interessados, pelo banco de investimento BESI. A fase de propostas não vinculativas deverá ter lugar até final deste mês, prevendo-se que o comprador seja escolhido até ao fim de junho.

Segundo o Diário Económico, que cita fontes ligadas ao processo, a Deloitte está a concluir a “due dilligence” aos ativos que serão vendidos – podem valer até 400 milhões de euros – mas não é a única auditora envolvida no processo. Isto porque o tribunal do Luxemburgo quis “blindar” ao máximo o processo de venda deste emblemático ativo do antigo Grupo Espírito Santo (GES), através da contratação de um auditor que vai fiscalizar a operação. Em causa está a firma britânica Clearwater Finance.

O objetivo é assegurar aos investidores que o processo é conduzido com máxima transparência, passando a pente fino as atuações do BESI, do escritório de advogados PLMJ, da auditora Deloitte e das restantes entidades envolvidas no processo.

Em preparação estão duas operações de venda que vão decorrer em simultâneo, mas serão independentes. Trata-se da alienação das participações de 59% que a Rioforte detém na Herdade da Comporta - Fundo Especial de Investimento Imobiliário Fechado (FEIIF) e na sociedade Herdade da Comporta. O resto do capital dos dois veículos é detido pela sociedade Nelia (15%) e por vários investidores privados, alguns deles pertencentes à família Espírito Santo, escreve a publicação.

Falta de auditoria atrasa contas

Entretanto, o Jornal de Negócios adianta que a publicação das contas do fundo que gere a Herdade da Comporta – o referido FEIIF – está atrasada devido à falta de certificação por parte da Ernst & Young, a empresa de auditoria responsável pela comprovação dos números. Foi esta a justificação avançada pela Gesfimo, a gestora do antigo GES responsável pelo fundo, a um dos investidores minoritários, Michael de Mello, que entretanto apresentou uma queixa na CMVM.  

O atraso na publicação das contas do Herdade da Comporta - FEIIF, que deveriam ter sido publicadas até 30 de abril, é uma das razões que leva Michael de Mello, detentor de 160 unidades de participação do FEIIF (0,5%), a questionar a atuação da Gesfimo. “Esta conduta (...) consubstancia uma violação grave das normas de conduta que regem a sua atividade de intermediação financeira, estando efetivamente a prejudicar os interesses dos participantes”, alega o investidor em carta à CMVM, a que o Negócios teve acesso.