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Arquitetura de portas abertas: Open House Lisboa regressa em setembro “e estende-se até Almada”

Edição deste ano, a 10ª, realiza-se no fim de semana de 25 e 26 de setembro 2021 e intitula-se “Os Caminhos da Água".

Imagem de birgl por Pixabay
Imagem de birgl por Pixabay
Autor: Redação

A 10ª edição do Open House Lisboa (OHL) intitula-se “Os Caminhos da Água” e já tem data: realiza-se no fim-de-semana de 25 e 26 de setembro 2021. O destaque vai para o facto do evento abrir “portas a todo um novo território”, Almada. “Em 2021, o rio Tejo é o centro do Open House. (…) O Open House 2021 atravessa o rio para a outra margem e estende-se até Almada”, lê-se na página oficial da iniciativa.

“Pela primeira vez, a experiência da arquitetura faz-se em conjunto nas cidades de Lisboa e Almada. Conhecido por abrir portas de casas e apartamentos privados, de reservas ou áreas técnicas de museus e teatros, entre outros edifícios contemporâneos com utilidades várias, o OHL abre em 2021 portas a todo um novo território: Almada. Com 71 km2 de extensão, Almada estreia-se na rota deste fim de semana único de celebração da arquitetura, através de um protocolo assinado entre a Trienal de Lisboa e a Câmara Municipal de Almada”, adianta a organização do evento.

Segundo a mesma fonte, "a motivação para esta extensão está alicerçada no interesse em diversificar e alargar o roteiro de espaços para dar a conhecer as peculiaridades das obras arquitetónicas deste município conjuntamente com as da cidade de Lisboa”. 

O coletivo de arquitetura paisagista que vai comissariar a edição deste ano da OHL é a Baldios, uma edição “que tem como fio condutor as linhas de água das duas áreas urbanas”. “Uma proposta que vem sublinhar o papel do rio Tejo e todo o seu subjacente potencial de prolongamento de cidade”, refere a organização, acrescentando que é a primeira vez que um roteiro OHL é desenhado por um atelier de arquitetura paisagista.

“É com grande entusiasmo que recebemos, em Almada, a 10ª Edição do OHL, que dará a conhecer o extenso património arquitetónico e a beleza deste território cuja paisagem é marcada pela presença do mar, do Tejo e da relação com Lisboa”, diz Inês de Medeiros, presidente da Câmara Municipal de Almada. 

Fernando Medina, presidente da autarquia de Lisboa, considera importante “continuar a aproximar os cidadãos à arquitetura e ao património”. “Uma cidade não pode prescindir deste olhar, que é uma representação de como nos vemos enquanto comunidade e de como vemos o mundo. Acredito que a Trienal continuará, como sempre, a mostrar-nos o melhor desta manifestação artística, tão cosmopolita, universal e criativa”, conclui.

Para Joana Gomes Cardoso, presidente do Conselho de Administração da EGEAC, tendo em conta as “circunstâncias excecionais” que se vivem, “é ainda mais importante não parar”. “É por isso com grande satisfação que voltamos a juntar esforços com a Trienal de Arquitetura para realizar uma nova edição do OHL, reinventada, e com a água do Tejo como tema central. Um mote redentor e que nos faz olhar para a cidade com outros olhos, com o Tejo como o centro da cidade”, acrescenta.

"Lisboa e Almada, com o Tejo ao centro, completam-se, são como um corpo com vários membros"
José Mateus, presidente da Trienal de Arquitetura de Lisboa

Também José Mateus, presidente da Trienal de Arquitetura de Lisboa, enaltece o facto da edição deste ano se estender até à outra margem do rio: “Viver em Lisboa envolve um olhar permanente sobre o Tejo e Almada, que assim fazem parte da cidade. A chegada a Lisboa a partir de Almada, seja de barco, automóvel ou avião, é inegavelmente das mais belas do mundo. Lisboa e Almada, com o Tejo ao centro, completam-se, são como um corpo com vários membros”.

Lisboa, recorde-se, foi a 13ª cidade a inscrever-se – em 2012 – no mapa do Open House Worldwide, uma rede que reúne quase 50 cidades distribuídas por diferentes continentes.