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Avaliação bancária de casas sobe para máximos de 2011

Autor: Redação

Com o mercado imobiliário ao rubro, a avaliação que os bancos fazem das casas, para efeitos de concessão de crédito à habitação, subiu em julho pelo quarto mês seguido, para 1.117 euros por m2, mais cinco euros que no mês anterior. Trata-se do valor mais elevado desde junho de 2011, mês em que os bancos avaliaram os imóveis, em média, por 1.130 euros por m2.

Segundo o Instituto Nacional de Estatística (INE), em termos homólogos, face a julho de 2016, a avaliação bancária das casas disparou 4,6%. De referir que este valor tem vindo a subir consecutivamente desde abril de 2016, à exceção de março deste ano.

“A subida da taxa de variação em cadeia foi determinada pelo aumento de 0,8% na avaliação dos apartamentos, valor superior em 0,6% ao observado para as moradias (0,2%). A nível regional, as maiores subidas registaram-se no Centro (1%) e na Área Metropolitana de Lisboa (0,9%). A única descida verificou-se na Região Autónoma dos Açores (-0,8%)”, adiantou o INE.

No caso dos apartamentos, o valor médio de avaliação bancária situou-se em 1.167 euros por m2, mais nove euros que no mês anterior e mais 5,2% em termos homólogos.

“O valor médio de avaliação para a tipologia de apartamento T2 situou-se em 1 166 euros por m2, mais 13 euros que no mês anterior. Para os apartamentos T3, outra das tipologias mais frequentemente avaliadas, observou-se um aumento de seis euros, tendo o valor médio aumentado para os 1 098 euros por m2”, lê-se no site do INE.

No que diz respeito às moradias, em julho, o valor médio de avaliação bancária fixou-se em 1.037 euros por m2, mais dois euros que em junho e mais 4,3% que no mesmo mês do ano passado.

De acordo com o instituto, face a junho, o valor médio da avaliação bancária das moradias de tipologia T3 aumentaram um euro, para 1.007 euros por m2. Já a tipologia T4 apresentou uma evolução contrária, tendo diminuído dois euros, para os 1 056 euros por m2.