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Casas valem cada vez mais para os bancos - valor subiu 6,8% num ano

Zbysiu Rodak/Unsplash
Zbysiu Rodak/Unsplash
Autor: Redação

A “resposta” dos bancos à euforia que se vive no setor imobiliário tem passado por aumentar o valor médio de avaliação bancária, realizada para efeitos de concessão de crédito à habitação. Em fevereiro foi de 1.239 euros por metro quadrado (m2), mais 13 euros que no mês anterior (1,1%) e mais 79 euros que no período homólogo (6,8%).

Segundo os dados divulgados esta quarta-feira (27 de março de 2018) pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), o valor médio de avaliação bancária tem vindo a aumentar anualmente, tendo subido 241 euros por m2 em seis anos – em fevereiro deste ano face a fevereiro de 2013. 

A diferença é ainda maior se apenas for comparado o valor médio de avaliação bancária dos apartamentos. Passou de 1.030 euros por m2 em fevereiro de 2013 para 1.310 euros por m2 em fevereiro de 2019, ou seja, aumentou 280 euros em seis anos.

“O valor médio da avaliação para apartamentos T2 foi 1.321 euros por m2 (mais 20 euros que no mês precedente). Para os T3, outra das tipologias com mais avaliações realizadas, observou-se uma subida de 19 euros, para 1.237 euros por m2”, refere o INE.

No que diz respeito às moradias, o valor médio de avaliação manteve-se em 1.125 euros por m2. “Comparando com o mês anterior, o valor da tipologia T3 subiu 3 euros, para 1.115 euros por m2. A moradia tipo T4 apresentou uma descida de 6 euros, para 1.151 euros por m2”, lê-se no site da entidade.

A nível regional, a maior subida para o conjunto da habitação registou-se no Algarve (2,8%) e as menos acentuadas na Região Autónoma dos Açores (0,5%) e na Área Metropolitana de Lisboa (0,6%). 

“Em fevereiro, o Algarve, a Área Metropolitana de Lisboa, a Região Autónoma da Madeira, o Alentejo Litoral, e a Área Metropolitana do Porto apresentaram valores de avaliação superiores à média nacional (37%, 26%, 12%, 5% e 2% acima do registado para o país, respetivamente). A região da Beira Baixa foi a que apresentou o valor mais baixo em relação à média nacional (-30%)”, conclui o INE.