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Montepio entra na "guerra" do crédito à habitação e usa “cashback” para atrair clientes

Banco acaba de lançar uma campanha em que dá 1% do valor do crédito à habitação em cartões pré-pagos da Worten.

Photo by Omid Armin on Unsplash
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Autor: Redação

A banca continua empenhada em tentar atrair clientes para o crédito da casa.  Mas não só de spreads vive esta “guerra” – recorde-se que, recentemente, o Bankinter colocou esta margem comercial abaixo de 1% . As instituições financeiras estão a diversificar as suas estratégias e “armas”, e o Montepio também entrou na “corrida”. Até 31 de dezembro, quem comprar casa, transferir o crédito habitação para este banco ou fizer um crédito para obras ou outros projetos com garantia hipotecária, recebe 1% do valor do empréstimo contratado num cartão para utilizar na Worten.

Como é que este sistema funciona? Na prática, e num empréstimo de 200.000 euros, 2.000 euros são entregues ao cliente, no dia da escritura, num cartão pré-pago de uso exclusivo nesta loja da Sonae. “O saldo creditado pode ser utilizado quando o cliente quiser, durante quatro anos, o prazo de validade do cartão, e para comprar qualquer artigo nas lojas físicas da Worten”, refere o Montepio, em comunicado. A oferta engloba todas as finalidades de crédito hipotecário: novas operações de crédito habitação; outras modalidades de crédito habitação com garantia hipotecária; crédito para financiar obras ou outros projetos; e transferências de crédito habitação para o banco Montepio.

Tal como outros bancos, e além deste modelo de “cashback”, o Montepio também oferece outras vantagens, suportando, por exemplo, os custos específicos associados à amortização antecipada nas transferências do crédito. Nesta campanha em particular, que decorre até ao final do ano, o banco oferece ainda um spread mínimo de 1,1%.

As ofertas dos (outros) bancos nas transferências de crédito

O Abanca, tal como explica o jornal ECO, está a fazer o mesmo que o Montepio, mas com foco nos investimentos (em vez de créditos). Se transferirem ativos depositados noutras instituições, o Abanca promete aos clientes uma devolução de 1% na conta, desde que invistam a totalidade ou parte num ou mais produtos que tem em campanha – o valor mínimo a transferir são 15.000 euros, de acordo com o jornal.

O BPI, por exemplo, suporta os custos pela transferência do crédito com origem noutro banco para propostas aprovadas até 30 de setembro e contratadas até ao final deste ano: nas despesas abrangidas estão a comissão de dossiê, de avaliação e preparação de minutas e despesas relativas ao Documento Particular Autenticado. O Santander está a fazer particamente o mesmo, segundo o ECO, tal como o Bankinter.

Já o banco CTT assume sempre 0,5% do montante do crédito transferido, em financiamentos acima de 50.000 euros, e compromete-se ainda a reembolsar as comissões de abertura de processo e formalização, após contratação do crédito. Em créditos com capital acima de 100.000 euros, o banco assume ainda as despesas de avaliação do imóvel e paga os custos notariais com a formalização do crédito (escritura). A campanha também e válida até ao final do ano.