Há países na Europa, como Portugal, onde prevalecem os créditos habitação de taxa variável. E aqui as famílias viram as prestações da casa a galopar à boleia da Euribor, que vai subindo consoante o Banco Central Europeu (BCE) vai apertando a sua política monetária. Sobre este cenário, Christine Lagarde admite que “há famílias a sofrer com a subida dos juros” no nosso país. Mas, neste momento, a presidente do BCE garante que “infelizmente, não podemos aliviar” as taxas de juro diretoras.
Depois de ter voltado a subir as taxas de juro diretoras em 25 pontos base esta quinta-feira, Christine Lagarde frisou que os membros do Conselho do BCE tomam decisões estando “cientes que há famílias que contrataram empréstimos a taxas variáveis”, e que, por isso, vêm refletidas as decisões nas prestações da casa a pagar ao banco.
“Em países como Finlândia, Portugal, Espanha, é verdade que algumas famílias estão a sofrer porque os reembolsos que têm de honrar junto dos bancos subiram em resultado das nossas decisões de aumentar taxas de juro", disse a presidente do BCE, citada pela imprensa.
Mas Christine Lagarde está convicta de que para reduzir a inflação na Zona Euro há que usar as taxas de juro. “Isto é algo que nós, infelizmente, não podemos aliviar ou atenuar porque a nossa tarefa é alcançar a estabilidade de preços e reduzir a inflação", explicou a número um do BCE.
Aliás, na sua visão, para ajudar as famílias a ultrapassar este momento “o melhor que podemos fazer é domar a inflação de forma atempada, ou seja, o mais rápido que conseguirmos, para depois facilitarmos um regresso a taxas de juro diferentes", esclareceu Lagarde não se comprometendo, contudo, com “qualquer corte futuro nas taxas de juro”.








Para poder comentar deves entrar na tua conta