Crédito habitação: montante total tem maior subida desde 2008

Número de devedores de empréstimos da casa também aumentou para 1,96 milhões em março, revela BdP.
Crédito habitação em Portugal
Foto de Thirdman no Pexels

Continua a assistir-se a um aumento do montante total de créditos habitação em Portugal, tendo-se fixado em 104,4 mil milhões de euros no final de março de 2025. O Banco de Portugal (BdP) refere que os empréstimos da casa subiram 5,4% num ano, sendo este o maior crescimento anual registado desde 2008.

“O stock de empréstimos para habitação aumentou 908 milhões de euros relativamente a fevereiro, totalizando 104,4 mil milhões de euros no final de março”, refere o BdP no boletim estatístico divulgado esta terça-feira, dia 29 de abril. A isenção de IMT e a garantia pública para jovens ajudam a explicar este aumento, a par da redução dos juros.

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Face ao mesmo mês de 2024, registou-se um crescimento do montante total de créditos habitação no país de 5,4%, mantendo a “trajetória de aceleração” e atingindo “a maior taxa de variação anual desde setembro de 2008”, refere ainda o supervisor bancário. Este crescimento está ainda bem acima do observado no conjunto da área euro, que foi de 1,4% nesse mês.

O BdP revela que, no final de março, havia 1,96 milhões de devedores de crédito habitação, mais 2.476 devedores do que no mês anterior. Mas face a um ano antes, contabilizam-se menos cerca de 13 mil devedores.

O crédito habitação é o que tem maior peso no conjunto de empréstimos a particulares no país, que registou uma subida anual de 5,8% em março para 135,2 mil milhões de euros, um valor superior ao registado em fevereiro quando foram registados cerca de 134 mil milhões.

No que diz respeito ao crédito ao consumo e outros fins registou-se um aumento de 218 milhões de euros relativamente a fevereiro, para 30,8 mil milhões de euros (a subida anual foi de 7,1%). Aqui o crédito pessoal subiu para 12,8 mil milhões de euros, o crédito automóvel aumentou para 8,5 mil milhões de euros e os cartões de crédito cresceu para 3,2 mil milhões de euros, que se traduziram em taxas de variação anuais de 7,6%, 10,1% e 9,1%, respetivamente.

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