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António Costa reclama urgência na reforma do euro contra protecionismos e populismos

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Autor: Redação

O primeiro-ministro diz que é fundamental um mecanismo supranacional de estabilização contra choques assimétricos e um Fundo Monetário Europeu para gestão das dívidas soberanas. António Costa considera que é urgente uma reforma do euro contra protecionismos e populismos.

O chefe do Governo socialista, segundo a Lusa, está preocupado com os perigos inerentes ao crescimento das assimetrias no espaço europeu, mas descarta a ideia de que a reforma da zona euro que defende venha a significar inevitavelmente menos disciplina ou mais exceções entre Estados-membros.

A mensagem foi transmitida por António Costa na sessão de encerramento de um seminário de alto nível intitulado 'Consolidar o euro, promover a convergência', que decorreu na Fundação Calouste Gulbenkian.

Entre outras medidas que preconizou para a reforma da arquitetura da zona euro, o líder do executivo português, citado pela agência de notícias, sustentou que "importa assegurar a evolução do Mecanismo Europeu de Estabilidade na direção de um Fundo Monetário Europeu, explorando a sua ação no apoio à gestão mais eficiente das dívidas soberanas".

Logo nas suas primeiras palavras, o primeiro-ministro esclareceu no plano político qual a sua conceção sobre a existência da moeda única, considerando que "o euro é uma das principais realizações do processo de construção europeia".

Reforma essencial à continuidade da Europa

"Os europeístas responsáveis não podem ficar paralisados perante a ascensão do nacionalismo, do protecionismo, do populismo e da xenofobia. A União precisa de um novo ciclo virtuoso de crescimento e de convergência. A Europa só pode responder aos presentes desafios se estiver mais unida", salientou.

"É verdade que hoje a União Europeia está mais bem preparada que em 2008. Mas não podemos correr o risco do sucesso conjuntural criar a ilusão que os problemas estruturais e congénitos do euro estão resolvidos", advertiu ainda.

Num recado dirigido a responsáveis de Estados-membros da Europa do Norte, o primeiro-ministro frisou que a necessidade de reforma do euro não é apenas necessidade de um país mas de todos e que este processo não pode ser encarado como "motivo de divisão ou confronto entre Estados membros".