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Insolvências de empresas caem 17% num ano

Autor: Redação

O número de empresas insolventes em Portugal está a diminuir. Em outubro, registou-se um valor absoluto de 653 insolvências, menos 61 que no período homólogo do ano passado. No acumulado do ano são 4.947 as empresas insolventes – menos 1.023 que em 2016 –, o que traduz um decréscimo de 17% num ano.

“Lisboa e Porto são os distritos com valores absolutos de insolvências mais elevados, 1.421 e 1.001 respetivamente. Contudo, em relação a 2016, estes números traduzem diminuições de 2,6% em Lisboa e uma redução significativa de 23,4% no Porto”, refere em comunicado a Iberinform, filial da Crédito y Caución, que oferece soluções de gestão de clientes para as áreas financeiras, de marketing e internacional.

Os decréscimos de insolvências mais significativos verificam-se em Angra do Heroísmo (-68%), Beja (-62%), Coimbra (-44%) e Évora (-40%). A Madeira, porém, mantém-se em contra ciclo, apresentando um aumento de 8,7% no número de empresas insolventes.

Por setores de atividade, as variações mais significativas registaram-se na “Indústria Extrativa (-40%), Comércio a Retalho (-28,6%) e Agricultura, Caça e Pesca (-25,9%)", lê-se no documento.

Há cada vez mais empresas

Nasceram 3.246 novas empresas em outubro, mais 348 (aumento de 12%) que no mesmo mês do ano passado. Em termos acumulados – de janeiro a outubro –, Portugal viu surgir 34.215 novos projetos empresariais, um acréscimo homólogo de 8,7%.

O número mais significativo de novas constituições continua a registar-se em Lisboa, com 11.480 novas empresas. O distrito regista, ainda assim, uma quebra de 3,9% em relação a 2016. O Porto conserva a segunda posição, com 5.938 constituições (redução de 12,2%), e Braga surge no terceiro lugar, com 2.506 novas empresas (redução de 10,8%). Segue-se na lista Setúbal, com 2.360 constituições (quase mais 2% que em outubro de 2016).

Os setores que manifestam maior peso nas constituições são Outros Serviços (46,3%), Hotelaria/Restauração (12,4%) e Comércio a Retalho (9 %), conclui a Iberinform, salientando que “não se verificaram descidas significativas, tendo a maioria dos setores mantido o seu peso no total de novas constituições por distrito”.