Insolvências de empresas diminuem 15,7% num ano

Há menos empresas a declarar insolvência em Portugal. Em julho, foram 382, menos 26,9% que as 141 registadas no mesmo mês do ano passado. No total do ano, o número de empresas insolventes é inferior 15,7% ao valor registado nos primeiros sete meses de 2016. No setor da construção e obras, um dos mais afetados durante a crise, estão a encerrar menos empresas e a abrir mais.

“Até julho de 2017 verificaram-se 2.030 declarações de insolvência (DI), menos nove que até julho de 2016, sendo que as variações mais acentuadas foram registadas nas declarações de insolvência requerida (DIR), menos 25,5% face a 2016, e nas apresentações à insolvência (DIA), menos 35% que no período homólogo de 2016”, refere em comunicado a Iberinform, filial da Crédito y Caución, que oferece soluções de gestão de clientes para as áreas financeiras, de marketing e internacional.

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Foi em Lisboa que se registaram mais insolvências: 1.127 empresas, mais 17 que em 2016. O Porto também apresenta um valor elevado (726 empresas), embora registe uma diminuição de 22,8% em relação a 2016. De referir que a Madeira é o distrito que revela o aumento mais acentuado no número de insolvências (12,9%).

Por setores de atividade, “as variações mais significativas relativamente a julho de 2016 verificaram-se na indústria extrativa (menos 45,5%), na eletricidade, gás e água (menos 33,3%) e no comércio a retalho (menos 32,4%)”, lê-se no documento.

Abrem mais empresas que há um ano

No que diz respeito à constituição de empresas, “nasceram” em julho 2.936 companhias, mais 431 (aumento de 17,2%) que no mesmo mês do ano passado. Em termos acumulados – de janeiro a julho – verifica-se um acréscimo homólogo de cerca de 8%.

O distrito de Lisboa continua a deter o maior número de constituições (32,7%), seguido do Porto (17,4%), Braga (7,5%) e Setúbal (6,8%), conclui a Iberinform, salientando que “face a 2016 as maiores variações de peso foram registadas nos distritos de Faro (mais 0,6%), Setúbal e Lisboa (ambos com um acréscimo de 0,5%)”.

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