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Portugueses continuam a reclamar (e muito) sobre as telecomunicações

NordWood Themes/Unsplash
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Autor: Redação

O número total de queixas dos consumidores junto da Deco recuou 12% em relação a 2016. Ainda assim, no ano passado, a Associação de Defesa do Consumidor recebeu 405.000 queixas ou pedidos de informação. Os portugueses reclamaram menos, mas continuaram a reclamar. As telecomunicações foram as que mais queixas arrecadaram: há 11 anos seguidos que lideram a tabela.

A Deco garante, em comunicado, que 80% dos consumidores conseguiram ver o seu conflito resolvido, e que as reclamações permitiram poupar um milhão de euros. O balanço anual das reclamações apresentadas à Deco mostra uma diminuição das queixas/pedidos de informação face a 2016. A diminuição verifica-se em quase todos os setores, à exceção dos transportes, onde se registou uma quase duplicação das situações reclamadas.

Deco recebeu 405.000 queixas ou pedidos de informação em 2017, menos 12% que no ano anterior.

Telecomunicações a liderar o ranking das queixas

O setor das telecomunicações é aquele que continua a receber mais reclamações. No total a Deco recebeu 42.339 queixas. O aumento ilegal dos preços e a oferta de serviços não solicitados são algumas das principais razões apontadas pelos consumidores. A compra e venda é o segundo setor mais reclamado, tendo recebido 26.194 queixas. A falta de entrega ou atraso dos produtos, a recusa de cancelamento da compra dentro do período de reflexão e a ausência de reembolso nas vendas pela internet são alguns dos principais motivos que levam os consumidores a reclamar.

A energia e água aparecem no terceiro lugar da tabela. No total, o setor suscitou 21.670 queixas no ano passado. Dos pedidos que chegam à Deco, nesse âmbito, a maioria prende-se com a falta de envio de faturação, dupla faturação, cobrança de consumos prescritos, mas também problemas decorrentes da mudança de comercializador. Os serviços financeiros, que arrecadaram 20.756 queixas, continuam a ser reclamados sobretudo por causa do crédito e seguros associados ao crédito, bem como por causa das comissões bancárias cobradas, cujos valores são cada vez mais elevados.

Transportes duplicam o número de reclamações

Os transportes públicos coletivos duplicaram o número de reclamações recebidas pela Deco. Quase 3.000 portugueses denunciaram os atrasos, cancelamentos, supressão e alteração de percursos e horários dos transportes em todo o país.

No transporte aéreo, o caso Ryanair merece especial referência. Em setembro, milhares de passageiros viram o seu voo cancelado. A associação, representando os consumidores junto desta operadora, conseguiu que recebessem a devida indemnização, num total de 35.000 euros.