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Estas são as 22 empresas portuguesas (5 estão na Madeira) em que Isabel dos Santos "meteu o dedo”

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Autor: Redação

A investigação do Consórcio Internacional de Jornalistas de Investigação (ICIJ), representado em Portugal pelo Expresso e SIC, pôs a descoberto como Isabel dos Santos se tornou a mulher mais rica de África, mas também levantou o pano sobre a esfera de influências da empresária. Em Portugal, o segundo país onde tem maior presença, atrás de Angola, são 22 participações, incluíndo cinco na Zona Franca da Madeira.

“Os Luanda Leaks expuseram décadas de negócios que fizeram de Isabel dos Santos a mulher mais rica de África. A coletânea de mais de 715 mil documentos revelaram também uma vasta rede de empresas-fantasma usadas por dos Santos e pelo marido, Sindika Dokolo, para manter dinheiro, comprar imóveis, adquirir participações em bancos, telecom, empresas energéticas e muito mais”, revela o consórcio.

Esta quarta-feira a Procuradoria-Geral da República (PGR) angolana anunciou que a empresária foi constituída arguida por alegada má gestão e desvio de fundos durante a passagem pela petrolífera estatal Sonangol. O anúncio, segundo conta a Lusa, foi feito pelo procurador-geral, Heldér Pitta Grós, durante uma conferência de imprensa em Luanda.

O responsável deu a conhecer que o processo de inquérito aberto na sequência de uma denúncia do presidente do conselho de administração da petrolífera, Carlos Saturnino, já foi transformado em processo-crime e algumas pessoas foram constituídas arguidas, além da própria empresária: Sarju Raikundalia, ex-administrador financeiro da Sonangol; Mário Leite da Silva, gestor de Isabel dos Santos e presidente do Conselho de Administração do BFA; Paula Oliveira, amiga de Isabel dos Santos e administradora da Nos, e Nuno Ribeiro da Cunha.

O "império" da empresária angolana em Portugal

Segundo o ECO, que se apoia nos dados da investigação realizada pelo ICIJ, Isabel dos Santos “entrou em Portugal” em 2006, através de uma das empresas onde ainda se mantém, a Galp Energia. A empresária controla 40% da Esperaza, em parceria com a Sonangol, que detém 60%. A Esperaza é acionista da holding Amorim Energia, com 45%, sendo que os restantes 55% pertencem à família Amorim. Esta holding detém 33,44% do capital da Galp, ou seja, é atribuída a Isabel dos Santos uma “fatia” de 6% na Galp.

Esta é apenas uma das 17 empresas em Portugal continental nas quais Isabel dos Santos tem participações, numa lista que integra ainda, por exemplo, a NOS, a Zopt e o Eurobic

Na Zona Franca da Madeira, uma região com um sistema fiscal concebido para estimular a economia da região, ou seja, onde não pagam impostos ou se paga muito pouco, a empresária tem participações em cinco empresas: Niara Holding, Niara Power, Dorsay, Invesluanda e YAKO.