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Taxa de IVA em função do consumo pode pôr em causa justiça social, diz Mexia

O presidente da EDP não está seguro sobre o modelo de redução do IVA na eletricidade proposto pelo Governo socialista.

Photo by Álvaro Serrano on Unsplash
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Autor: Redação

O Governo quer que a taxa de IVA aplicada à eletricidade possa variar consoante escalões de consumo, tendo enviado uma carta à presidente da Comissão Europeia (CE), Ursula von der Leyen, nesse sentido. Por cá, as opiniões dividem-se. O presidente da EDP, António Mexia, não está seguro sobre a eficácia deste modelo e defende que há formas mais diretas de combater a pobreza energética.

Mexia acredita que a medida poderá não ser socialmente justa, dando como exemplo alguém que vive numa casa de férias e que, segundo o novo modelo, teria um desconto na fatura. “Vamos subsidiar alguém que tem uma casa de férias? Não faz sentido”, disse, numa entrevista ao jornal ECO, apontando como principal problema da atualidade o “facto de as pessoas não terem condições, no sítio em que vivem”.

“Hoje em dia a iluminação não é o problema, tem muito mais a ver com questões de aquecimento. E o problema é que as pessoas geralmente vivem num sítio em que 80% do que aquece está, instantaneamente, a sair por debaixo da porta ou pela janela, e geralmente essas pessoas têm o aparelho mais barato do mercado que é o mais ineficiente”, referiu o presidente da EDP.

Como resolver estes problemas? “Através da explicação e implementação das medidas, não de uma forma cega, mas de uma forma mais detalhada”, na opinião do líder da energética.