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Pagar com notas e moedas é seguro por causa da Covid-19? Sim, garante o Banco de Portugal

O regulador lembra que o dinheiro não constitui uma forma de transmissão comum da doença e que “a sua utilização não pode ser recusada”.

Photo by Omid Armin on Unsplash
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Autor: Redação

O Banco de Portugal (BdP) garante que a probabilidade de contágio com um vírus através de uma nota ou de uma moeda de euro “é muito baixa" em comparação com outras superfícies. Mas que, tal como em tempos de normalidade, e porque são manuseadas por um grande número de pessoas, "é importante que os utilizadores higienizem sempre as mãos após o contacto com notas e moedas, independentemente de existir ou não um contexto de pandemia”.

Apesar de muitos estabelecimentos comerciais estarem a pedir aos clientes que privilegiem o pagamento através de cartões, por causa da Covid-19, o regulador alerta para o facto de as notas e as moedas de euro terem de ser obrigatoriamente aceites em pagamentos, pelo valor nominal, em toda a área do euro. “A sua utilização não pode ser recusada, em nenhum caso, desde que cumpridos os limites máximos definidos na lei”, refere a nota do BdP.

Para sustentar a sua posição, o regulador cita a Organização Mundial da Saúde (OMS) e a Direção-Geral da Saúde (DGS), que já “reconheceram que o dinheiro não constitui uma forma de transmissão comum da Covid-19”, e também o Instituto Robert Koch, da Alemanha, que confirmou recentemente que "a transmissão do vírus através das notas de banco não tem um significado especial".

Mais adianta que resultados preliminares dos testes realizados no Eurosistema revelaram que a carga viral do novo coronavírus diminui rapidamente nas primeiras seis horas após deposição em notas e moedas de euro.

“A degradação do vírus é mais rápida nas notas e moedas de euro do que no aço inoxidável, material usado, por exemplo, nas maçanetas das portas. No caso das notas de euro, a diminuição da carga viral é 10 a 100 vezes mais rápida nas primeiras horas do que no aço inoxidável”, indica ainda o BdP.