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Farto da pandemia? Dicas para sobreviver ao novo confinamento

O impacto da Covid-19 na saúde mental e bem-estar é evidente, e já está a conduzir a cenários de ansiedade e depressão.

Photo by Colton Duke on Unsplash
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Autor: Redação

Estar desmotivado e farto da pandemia é natural, mas há algumas dicas que podem ajudar a sobreviver a este segundo novo confinamento. O impacto da Covid-19 na saúde mental e bem-estar é evidente, e já está a conduzir a cenários de ansiedade, depressão, com o desgaste emocional a afetar cada vez mais pessoas, sendo por isso fundamental estar atento e adotar estratégias capazes de combater a inquietação e impaciência.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) já tinha dado o alerta, dizendo que essa fadiga pode já estar a afetar mais de 60% da população. Além do sentimento de sobrecarga, por nos mantermos constantemente vigilantes, e de cansaço, por estarmos sujeitos a restrições e alterações na nossa vida, é também preciso lidar com a desinformação, que torna ainda mais difícil lidar com esta nova realidade.

O jornal Público consultou especialistas na matéria que apresentam alguns conselhos para atravessar o novo isolamento. Resumimos as principais ideias.

É normal estar desmotivado e farto

O psiquiatra Pedro Morgado, ouvido pela publicação, diz que “é normal sentirmo-nos ansiosos, preocupados e tristes e é importante salientar que a maioria das pessoas acaba por se adaptar e encontrar a tranquilidade necessária para lidar com a adversidade dos nossos dias”.

O que fazer, afinal? Segundo a Ordem dos Psicólogos, é importante “não baixar a guarda”: “Apesar do cansaço, é altura de redobrar esforços para combater o vírus” e “é importante continuar a fazer a sua vida”, procurando atividades que aumentem o bem-estar, mas que sejam de risco reduzido.

A importância da rotina

Manter uma rotina é fundamental, ainda mais num cenário de teletrabalho. O psiquiatra considera que devemos continuar a “vestirmo-nos para trabalhar, alimentarmo-nos de forma adequada e regular, praticar exercício físico e separar os períodos de trabalho e de descanso/lazer com muita clareza”.

Não descurar os cuidados

Não nos podemos esquecer, em nenhum momento, que continuamos a viver num cenário de pandemia, sendo muito importante prestar atenção às regras de etiqueta respiratória, higiene e segurança e distanciamento físico. A máscara e a lavagem das mãos recorrente continuam a ser hábitos muito importantes, mesmo que estejamos mais cansados.

Garantir o bem-estar

Comer bem e fazer exercício são essenciais para garantir o bem-estar físico e psicológico, assim como procurar hobbies ou passatempos que estimulem sentimentos positivos: seja ler, dar um passeio na rua para apanhar sol, ver séries, cozinhar, ou só respirar ar puro na varanda.

Aprender a desligar

É essencial evitar ler notícias sobre a pandemia todos os dias, assim como deixar-se levar pela avalanche de informação amplamente divulgada nas redes sociais. É importante estar informado, mas é igualmente útil saber desligar e desfrutar dos momentos de descanso com a paz e tranquilidade certas.

“Vários estudos realizados na pandemia demonstraram que os órgãos de comunicação social foram veículos muito importantes na disseminação de informação útil, mas também na exacerbação de alguns medos, contribuindo para o aumento dos níveis de ansiedade”, considera o psiquiatra Pedro Morgado.

O equilíbrio entre a vida pessoal e o trabalho

O teletrabalho já é uma realidade para muitos portugueses e voltará a ganhar expressão com o novo confinamento. É fundamental que exista uma clara separação entre a vida pessoal e mundo do trabalho, garantindo o seu equilíbrio. O desafio não é fácil, mas é crucial, e há alguns truques que podem ajudar nesta tarefa – nesta entrevista ao idealista/news, a CEO da Adecco deixa algumas recomendações.