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Fadiga pandémica está a aumentar - o que é e como combater

A OMS diz que a Covid-19 está a afetar emocionalmente as pessoas, gerando níveis crescentes de apatia. E destaca a importância de medidas preventivas.

Photo by Adrian Swancar on Unsplash
Photo by Adrian Swancar on Unsplash
Autor: Redação

A Covid-19, além dos efeitos que tem diretamente na saúde de quem é contagiado pelo novo coronavírus, está a ter impacto a nível emocional em muitas outras pessoas, gerando níveis crescentes de apatia. O alerta foi dado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), dizendo que essa “fadiga pandémica” chega a 60% da população em alguns grupos. E destaca a importância de medidas preventivas para combater a exaustão face à pandemia.

A “fadiga da pandemia” tem a ver com um sentimento de sobrecarga, por nos mantermos constantemente vigilantes, e de cansaço, por estarmos sujeitos a restrições e alterações na nossa vida. Por outro lado, segundo as autoridades também não é fácil lidar com a desinformação (informação falsa, contraditória e sem fundamento científico) que torna mais complicado perspectivar o futuro e lidar com a evolução da pandemia. O que além do mais pode levar a comportamentos de risco em termos de proteção contra o coronavírus.

"Desde que o vírus chegou ao continente europeu, há oito meses, os cidadãos fizeram enormes sacrifícios para conter a Covid-19 e o custo foi altíssimo, algo que nos esgotou a todos, independentemente de onde vivemos ou do que façamos. Nessas circunstâncias, é fácil e natural sentir-se apático e desmotivado, sentindo cansaço", analisa o médico Hans Henri Kluge, diretor regional da OMS para a Europa.

Mas o especialista, citado pela hrportugal, acredita que é possível revigorar os esforços para enfrentar os desafios relativos à evolução da Covid-19, apontando estratégias e colocando no centro delas o sentido de comunidade.

Por sua vez, a Ordem dos Psicólogos diz que, apesar do cansaço, é altura de redobrar esforços para combater o vírus. "É importante continuar a fazer a nossa vida, procurar atividades que aumentem o nosso bem-estar e, simultaneamente, minimizar o risco em todas as situações em que nos encontremos".

Em resumo, os especialistas recomendam a:

  • Compromisso – Usar máscara, lavar as mãos e manter o distanciamento físico é como parar no sinal vermelho ou usar o cinto de segurança. Mantém-te seguro a ti e aos outros.
  • Repetição – Há comportamentos que temos de repetir até se tornarem um hábito e os fazermos sem esforço.
  • Ter sempre à mão – É mais fácil não nos esquecermos se tivermos sempre desinfetante à mão, assim como uma máscara (na mala, no carro, na entrada de casa).
  • Aceitar e persistir. Não desistir - A pandemia ainda está para durar, mas adaptar a nossa vida ao novo coronavírus é possível (e necessário).