Notícias sobre o mercado imobiliário e economia

BPI “livra-se” de crédito malparado: vende carteira de 300 milhões ao fundo LX Partners

Em causa está a venda do chamado projeto Lime, concretizada já no decorrer de 2021.

Imagem de Michael Schwarzenberger por Pixabay
Imagem de Michael Schwarzenberger por Pixabay
Autor: Redação

Os bancos portugueses têm vindo, nos últimos anos, a “desfazer-se” do crédito malparado (Non-Performing Loans, NPL, na sigla inglesa) que consta nos seus ‘stocks’. O BPI, por exemplo, vendeu, na semana passada, o chamado projeto Lime ao fundo LX Partners por 300 milhões de euros.

A notícia é avançada pelo Jornal de Negócios, que cita fonte oficial do banco liderado por João Pedro Oliveira e Costa: “O BPI concretizou em 27-01-21 a venda de uma carteira de NPL unsecured (sem garantias) com um valor bruto total de cerca de 300 milhões de euros, correspondentes a cerca de 30.000 contratos de créditos a fundos geridos pela LX Investment Partners SARL”.

Um negócio que não é “novo” no BPI, que já tinha, no final de 2019, alienado 200 milhões de euros em crédito malparado e imóveis ao fundo norte-americano Tilden Park Capital. Atualmente, adianta a mesma fonte, o banco não dispõe “de muitos ativos para colocar no mercado”.

Segundo a publicação, que se apoia em dados da agência Debtwire, o montante de crédito malparado vendido em 2020 pelos bancos ficou muito aquém do que se tem registado, nomeadamente devido à pandemia da Covid-19. 

Negócios de outros bancos

Destaque para a venda, também já este ano, do projeto Zip ao fundo Albatross, colocado no mercado por um conjunto de bancos, através de fundos de investimento (Solução Arrendamento e Arrendamento Mais), com um valor de 363 milhões de euros. Em causa estão mais de 4.400 casas.

Na reta final do ano passado, o Millennium bcp, que foi, segundo a agência, o banco que mais crédito malparado vendeu em 2020, concluiu a alienação de dois portefólios, num valor total de 700 milhões de euros. Em causa estavam os projetos Ellis e Webb, duas carteiras que passaram para as mãos da Davidson Kempner e da Arrow Global, em consórcio com a Christofferson, Robb & Company (CRC), respetivamente. 

Um mês antes, em novembro, o Santander Portugal vendeu as carteiras 52 e 53 à Arrow Global por 133 milhões de euros, segundo a publicação, que cita dados da agência.

Já o Novo Banco “desfez-se” de uma carteira de cerca de 80 milhões de euros. Um portefólio composto por 12 mil créditos que passou para as mãos da Arrow Global e da CRC.