Farto de reuniões por Zoom? Estas dicas podem dar uma ajuda

Com a chegada da pandemia e implementação do teletrabalho, as videoconferências passaram a fazer parte do dia a dia de muitas pessoas. Mas podem ser prejudiciais.
Farto de reuniões por Zoom? Estas dicas podem dar uma ajuda
Photo by Dylan Ferreira on Unsplash

Cansadas da pandemia, do confinamento, do teletrabalho e das reuniões por Zoom que nunca mais acabam. As pessoas estão exaustas. A verdade é que a comunicação à distância, através dos vários canais digitais é uma boa solução, mas também pode tornar-se um problema, sobretudo se as videochamadas forem muito frequentes. A conclusão é de Jeremy Bailenson, professor e diretor fundador do Laboratório Virtual de Interacção Humana da Universidade de Stanford.

“Houve uma transformação na medida em que passámos de raramente fazermos uma videoconferência para videoconferências muito frequentes, e sem conhecer realmente os parâmetros de quais são os custos e os benefícios”, referiu o especialista, citado pelo Jornal Público. Jeremy não é contra as plataformas de videoconferência – aliás, diz-se um grande fã do Zoom – mas pensa que é importante questionarmo-nos se precisamos mesmo de estar sempre em vídeo para fazer determinadas coisas.

Publicidade

Segundo o docente, ver os nossos próprios rostos e gestos várias horas por dia em vídeo pode mesmo ser stressante e desgastante. Além disso, e ao contrário de uma reunião presencial, a participação em videochamadas, de acordo com Jeremy Bailenson, pode levar a maior concentração cognitiva, o que significa que é necessário mais esforço mental. “Numa conversa real, está apenas a falar. Está a gesticular. É a coisa mais natural do mundo”, lembra.

Dicas para evitar a fadiga

Para evitar a fadiga com as videochamadas, Jeremy Bailenson recomenda, por exemplo, ocultar a autovisualização e minimizar o ecrã da videochamada. O docente considera ainda que os anfitriões das reuniões deveriam também fazer pausas para as pessoas poderem olhar para longe dos seus ecrãs, sendo também importante movimentarem-se, “tal como se faria uam reunião real”.

Além disso, sugere que se encontre tempo para “conversas informais” ou conversas laterais mais breves e criar um sentido de pertença e ligação com as pessoas. Por fim, o especialista lembra que as videochamadas não são a única forma eficaz de comunicar, frisando que durante muidas décadas os telefones serviram na perfeição.

Para poder comentar deves entrar na tua conta