Guerra no Médio Oriente: como funciona o repatriamento de portugueses?

Insegurança e incerteza vividas na região motivaram o desaconselhamento de viagens para diferentes destinos, alerta a Deco.
Repatriamento de cidadãos para Portugal
Créditos: Getty Images | Freepik
Deco Alerta
Deco Alerta (Colaborador do idealista news)

A insegurança e incerteza vividas no Médio Oriente, na sequência da escalada da guerra na região, que envolve os EUA e Israel contra o Irão, está a fazer soar os alarmes em todo o mundo e a ter impacto em Portugal, desde logo, no aumento dos preços dos combustíveis. E são muitos os cidadãos portugueses emigrados, por exemplo, nos Emirados Árabes Unidos e no Catar que querem, agora, ser repatriados. Será que é um processo fácil? Explicamos tudo sobre este tema no artigo desta semana da Deco Alerta. 

A rubrica semanal Deco Alerta é assegurada pela Deco – Associação Portuguesa para a Defesa do Consumidor* para o idealista/news e destina-se a todos os consumidores em Portugal.

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Tenho um irmão retido em Doha, onde trabalha, que está com muita dificuldade em sair do Médio Oriente. A insegurança é muito grande, por isso ele quer ser repatriado, porém não tem capacidade para suportar as despesas. A Deco pode explicar-me o que se passa com o repatriamento dos cidadãos portugueses?

Compreendemos o teu receio. O escalar do conflito no Médio Oriente é uma preocupação crescente no que respeita à segurança e ao futuro dos portugueses nessa região. Na verdade, a enorme insegurança e incerteza vividas na região motivaram o desaconselhamento de viagens para diferentes destinos no Médio Oriente, o que suscitou cancelamento de voos, operações e o encerramento de espaços aéreos, dificultando a saída de cidadãos portugueses dessa região.

A Deco, inclusivamente, alertou para o aviso emitido pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros e para a importância de se contactar os serviços consulares face às dificuldades em abandonar o território.

Entretanto é já público que os serviços consulares e o Ministério dos Negócios estrangeiros estão a diligenciar no sentido de garantir o repatriamento de cidadãos portugueses que queiram deixar esses territórios. 

Sejam turistas, caso em que poderá haver um seguro que cubra o repatriamento, ou cidadãos residentes nos diferentes países, como o caso do teu irmão, a necessidade de assegurar a sua saída rápida está inteiramente ligada a uma questão de segurança.

Neste sentido, e atendendo a que as primeiras notícias veiculadas a este respeito dão nota da intenção do Ministério dos Negócios Estrangeiros exigir, a seu tempo, o reembolso das despesas efetuadas com o repatriamento desses cidadãos, a Deco apelou formalmente ao referido Ministério que, tal como é sua atribuição, renuncie a esta exigência e disso informe os cidadãos afetados.

Evidenciámos junto do Ministério dos Negócios Estrangeiros que as razões que motivam o abandono do território estão exclusivamente relacionadas com o conflito local e com a segurança, sendo essencial que as despesas de repatriamento não condicionem, de forma nenhuma, a decisão dos afetados.

Aguardamos os desenvolvimentos e aconselhamos-te a seguir as nossas informações.

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