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Há mais proprietários a pagar IMI este ano – quase um quarto tem de liquidar o imposto em maio

Maioria dos proprietários (59,7%) pode pagar este imposto em duas prestações, em maio e novembro.

Autor: Redação

Foram emitidas este ano 3,89 milhões de notas de cobrança relativas ao Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI), mais 0,08% que no ano passado. A maioria dos proprietários pode pagar este imposto em duas prestações, em maio e novembro, mas quase um quarto tem de liquidá-lo de uma só vez, ou seja, já este mês.

Vamos por partes. O IMI tem de ser pago numa prestação, até ao final de maio, se for inferior a 100 euros. Se for igual ou superior a 100 euros, mas inferior a 500 euros, pode ser pago em duas prestações, em maio e novembro. E se for superior a 500 euros pode ser liquidado em três tranches, em maio, agosto e novembro.

Segundo o ECO, que se apoia em dados do Fisco, das 3.893.890 de notas de cobrança emitidas pela Autoridade Tributária (AT) este ano, mais de metade correspondem a IMI entre 100 e 500 euros (2.322.985 notas, o equivalente a 59,7%). Por sua vez, 23% das faturas dizem respeito a um valor de IMI inferior a 100 euros (900.397 notas) e 17,2% a um montante superior a 500 euros (670.508 notas).

Quer isto dizer que quase um quarto dos proprietários (23%) tem de liquidar o IMI de uma só vez, tendo de o fazer até ao final deste mês. De referir que o imposto pode ser feito através do multibanco, serviços de Finanças, balcões dos CTT, instituições financeiras com protocolo para o efeito e a partir de casa, via home banking ou MB Way. 

Os proprietários que se atrasarem nos pagamentos podem contar com multas, refere a publicação, salietando que ao valor do imposto em falta somam-se os juros de mora e encargos fiscais. 

No ano passado, foram emitidas 3.890.587 notas de cobrança, das quais 960.561 relativas a IMI inferior a 100 euros, 2.260.885 a IMI entre os 100 e os 500 euros e 669.141 a IMI acima dos 500 euros.

Entretanto, o número de autarquias a agravar a taxa de IMI aplicada aos imóveis devolutos ou em ruínas também aumentou. De acordo com os dados do Fisco, este ano, 39 municípios aplicaram este agravamento a imóveis em ruínas, 29 aplicaram-no a prédios devolutos e apenas um, Setúbal, agravou este imposto nos imóveis devolutos em zonas de pressão urbanística.