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Investidores em Portugal viram-se para produtos secundários de escritórios, retalho ou industrial, fora de zonas prime

Autor: Redação

Depois de um ano recorde para o investimento imobiliário em Portugal em 2015, com cerca de dois mil milhões transacionados, os investidores em imobiliário no mercado nacional mostram agora interesse por um tipo de ativos que até agora descartavam. Em causa estão produtos secundários de escritórios, retalho ou industrial, localizados fora das zonas prime, com uma maior rentabilidade.

Esta é uma das principais conclusões da 2ª edição do Barómetro IPD®/JLL, que ausculta o sentimento e perspetivas de evolução do mercado dos principais investidores imobiliários com presença em Portugal e que faz antever que 2016 será também um bom ano para o setor imobiliário em Portugal, com elevado nível de investimento. 

O mercado de investimento imobiliário é, segundo o documento citado em comunicado, "atualmente marcado por uma crescente procura de ativos prime, que os investidores consideram ter agravado ainda mais a escassez de produto, conduzindo a um crescente desequilíbrio entre a oferta e a procura, à subida de preços dos ativos e à compressão das yields de referência".  

Pedro Lancastre, diretor geral da JLL., explica, porém, que "esse risco adicional que os investidores estão hoje dispostos a assumir, deverá ser sempre compensado por uma rentabilidade superior”.

Esta conjuntura associada às boas perspetivas de evolução dos mercados ocupacionais têm, de acordo com a JLL, motivado um ajustamento das estratégias por parte dos investidores presentes em Portugal, os quais estão hoje mais dispostos a apostar em produtos com maior perfil de risco associado e mostram-se interessados em ativos que, por norma, eram descartados.  

Pedro Lancastre, diretor geral da consultora imobiliária., explica, porém, que "esse risco adicional que os investidores estão hoje dispostos a assumir, deverá ser sempre compensado por uma rentabilidade superior”.

Luís Francisco, senior Aassociate da MSCI, por sua vez no mesmo comunicado, considera que “este alargamento do espectro de produtos de investimento mostra que os investidores assumem que o mercado nacional continua a oferecer boas oportunidades e que os indicadores de atividade e ocupação devem registar boa performance este ano", frisando que "neste cenário não é expectável que o interesse dos investidores estrangeiros abrande, pelo que a competitividade no biding deverá ficar ainda mais acentuada”.