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CML coloca à venda terreno, palacete, prédios e casas em Lisboa para encaixar 20 milhões

Lote na Praça da Espanha em hasta pública no próximo dia 23 de março / Público
Lote na Praça da Espanha em hasta pública no próximo dia 23 de março / Público
Autor: Redação

Num momento em que o setor imobiliário aponta para a falta de produto na capital, a Câmara Municipal de Lisboa (CML) continua com a estratégia de venda de imóveis, que podem ser oportunidades de investimento. Agora a autarquia liderada por Fernando Medina está disponível para alienar um terreno de grande dimensão na Praça de Espanha, prédios devolutos em Campolide, um palacete em Arroios e vários apartamentos em diferentes zonas da cidade. O objetivo é obter uma receita perto dos 20,5 milhões de euros.

Jóia da coroa é terreno na Praça de Espanha

A maior fatia deverá ser obtida com a venda de uma parcela de terreno na Praça de Espanha com base de licitação de 16,45 milhões de euros. A hasta pública está marcada para o próximo dia 23 de março, no edifício do município no Campo Grande. 

Localizado na Avenida Columbano Bordalo Pinheiro, onde estava o antigo mercado da Praça de Espanha, este lote tem uma área de 3.785 metros quadrados, e uma superfície de pavimento de 22.022 metros quadrados, destinados a construções novas para o setor terciário. 

Outros imóveis à venda

Por outro lado, a CML espera encaixar 4 milhões de euros com a venda de ativos imobiliários municipais e frações autónomas habitacionais, em outras duas hastas públicas, agendadas para 21 e 28 de março no mesmo local.

Aqui vão estar  à venda dois prédios devolutos na freguesia de Campolide, por 2.250.000,00 euros, e um palacete para ocupação habitacional, em Arroios, com uma base de licitação de 1.120.000,00 euros. 

E vão ainda estar disponíveis para licitar 10 frações autónomas habitacionais, distribuídos pelas freguesias de Arroios, São Vicente, Misericórdia, Campo de Ourique, Estrela, Santa Maria Maior e Penha de França. Os valores base para estes imóveis situam-se entre os 41 mil e os 99 mil euros. 

As propostas, que podem ser apresentadas até às 15:00 do dia anterior à venda, "devem ser remetidas por correio em envelope opaco e fechado, sob registo e com aviso de receção, ou entregues por mão própria pelos candidatos ou seus representantes, contra recibo, devendo as mesmas, em qualquer dos casos, dar entrada na Divisão de Relação com o Munícipe", esclarece a Câmara de Lisboa na sua página na internet.