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Bancos BCP e BPI vendem edifícios emblemáticos na Baixa de Lisboa

O edifício do BCP, vendido ao Sana Hotels / Google Maps
O edifício do BCP, vendido ao Sana Hotels / Google Maps
Autor: Redação

Os bancos BPI e BCP alienaram na mesma semana, dois grandes ativos imobiliários que tinham em carteira, na zona da Baixa de Lisboa. O BPI vendeu o seu mais antigo imóvel – um quarteirão inteiro junto ao Arco da Augusta – por 66 milhões de euros, a um fundo internacional, e o BCP vendeu ao grupo hoteleiro Sana o edifício que detinha na rua do Ouro, por um preço que terá oscilado entre os 40 e os 50 milhões.

As instituições financeiras estão a aproveitar a época áurea que o setor imobiliário está a viver para realizar este tipo de operações, e respeitar as recomendações dos reguladores para reduzir o peso do imobiliário nos balanços, numa altura em que o país continua a atrair muitos investidores.

BCP vende Ouro

O BCP vendeu um imóvel que ocupa quase um quarteirão inteiro na Baixa lisboeta, com frentes para a Rua do Ouro, Rua de São Nicolau e Rua dos Sapateiros. O edifício, com seis pisos e cerca de 8.850 metros quadrados (m2), foi transacionado para o grupo Sana Hotels, que se prepara para abrir a quarta unidade na capital, segundo escreve o ECO. O negócio terá sido fechado entre os 40 e os 50 milhões de euros, mas ainda não é conhecido o valor final da transação.

BPI desfaz-se de edifício emblemático

O BPI juntou-se ao BCP na lista das grandes operações imobiliárias. Através do seu Fundo de Pensões, vendeu o imóvel mais antigo que tinha na Baixa por 66 milhões de euros. O quarteirão é composto por cinco edifícios de arquitetura pombalina que perfazem 11.000 metros quadrados (m2), revela o comunicado da JLL, responsável pela operação. 

O edifício vendido pelo BPI / JLL
O edifício vendido pelo BPI / JLL

O edifício foi comprado por um fundo internacional que está a ser gerido pela Norfin, gestora portuguesa de fundos de investimento imobiliário, detida por João Brion Sanches e Alexandre Relvas.

O quarteirão do BPI - também conhecido como Augusta Lisbon - , com frentes para a rua Augusta, rua do Ouro, rua do Comércio e rua de São Julião, apresenta uma grande versatilidade "em termos de desenvolvimento imobiliário, já que permite conjugar os usos de habitação, retalho e hotelaria, apresentando por isso forte potencial para acolher um dos maiores empreendimentos imobiliários do centro histórico de Lisboa", lê-se no comunicado da consultora. 

O imóvel foi, de resto, bastante disputado: foram mais de 20 as empresas e investidores que apresentaram propostas para ficar com o edifício.

"Trata-se de uma transação icónica não só pela sua dimensão e importância para o mercado imobiliário, mas sobretudo pelo impacto que terá na cidade de Lisboa, já que vai avançar a reabilitação de um quarteirão inteiro na Baixa, requalificando toda aquela zona e criando mais um ponto de atração de pessoas e de criação de riqueza”, avançou o diretor geral da JLL, Pedro Lencastre.