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Mítico quarteirão de Marvila vendido pela Opus Dei a investidores luso-suíços

Diário Imobiliário
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Autor: Redação

O ano que arranca segue a onda de grandes negócios imobiliários em Lisboa. Agora ficou a saber-se que o mítico quarteirão na zona histórica de Marvila - que está a afirmar-se como uma das áreas de forte tendência na capital - foi vendido pela Fundação Maria António Barreiros à empresa Refletecarismas, SA, por 17 milhões de euros. O projeto de arquitetura para dar uma nova vida a este espaço está nas mãos do atelier de Frederico Valsassina.

Delimitado pela Praça David Leandro da Silva - onde se situam também os antigos Armazéns Abel Pereira da Fonseca e a sede do mítico clube Oriental (COL) -  e pela Rua Fernando Palha e Rua Zófimo Pedroso, o quarteirão soma uma área aprovada de construção de 16.160 metros quadrados (m2) acima do solo, localizado na zona Oriental de Lisboa, próximo da orla ribeirinha do Tejo.

O Diário Imobiliário conta que a empresa compradora foi recém constituída e tem como sócios três portugueses ligados ao setor imobiliário e do turismo, e um fundo estrangeiro sediado na Suíça. E a intermediação do negócio foi da responsabilidade da Onara/Predirumo.

Fundação Maria António Barreiros é dona de mais de 80 imóveis na capital

A Fundação Maria António Barreiros, segundo a mesma publicação, possui ainda um outro quarteirão vizinho ao agora transacionado, delimitado pela Rua da Fábrica do Material de Guerra, Rua Fernando Palha e Rua Amorim, um conjunto com uma capacidade construtiva de 14.110 m2 acima do solo.

E é proprietária de mais de 80 imóveis, espalhados por Lisboa, pelas freguesias de S. Sebastião da Pedreira, Penha de França, Olivais, S. Domingos de Benfica e Campo Grande, segundo o relatório e Contas da Fundação Maria António Barreiros de 2015, citado pelo DI.

Desde a sua criação que a Fundação Maria Antónia Barreiros está estreitamente ligada à Opus Dei, organização católica conservadora ligada aos grandes interesses económicos e financeiros e fundada a 2 de outubro de 1928 por Josemaría Escrivá de Balaguer, sacerdote espanhol canonizado em 2002. Foi constituída em 1986 por testamento da sua benemérita (Dona Maria Antónia Barreiro) “sem quaisquer fins lucrativos e tendo um objeto de exclusivo interesse social”, segundo os estatutos.