Estrangeiros à conquista de Lisboa: compraram 1.592 casas na ARU em 2018 e gastaram 676 milhões

Estrangeiros à conquista de Lisboa: compraram 1.592 casas na ARU em 2018 e gastaram 676 milhões
Pragmart/Unsplash

Há cada vez mais estrangeiros a investir no mercado imobiliário nacional, nomeadamente na capital. Os números não deixam dúvidas: em 2018, os estrangeiros adquiriram 1.592 imóveis residenciais na Área de Reabilitação Urbana (ARU) de Lisboa, num investimento total de 675,6 milhões de euros, representando 28% do total de 2,39 mil milhões investidos.

Trata-se de um aumento homólogo de 80% em volume (375 milhões de euros em 2017) e de 67% em número de imóveis (955 imóveis em 2017), revelou a Confidencial Imobiliário (Ci), salientando que a ARU contempla, nesta análise, todas as freguesias da cidade, excluindo as do Parque das Nações, Lumiar e Santa Clara.

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“Tal dinâmica resultou no aumento da quota do investimento estrangeiro, que representa 28% do total de 2,39 mil milhões de euros investidos em habitação na ARU de Lisboa em 2018 (em 2017, essa quota era de 21% face a um volume de 1,79 mil milhões de euros”, refere em comunicado a empresa especializada na produção e difusão de indicadores de análise do mercado.

Segundo a Ci, os 1.592 imóveis comprados por estrangeiros custaram em média 424,5 mil euros, mais 8% que os 393,5 mil euros verificados em 2017 e cerca de 38% mais que o valor investido pelos compradores nacionais no mesmo período (306,7 mil euros).

De onde são os estrangeiros e onde compram casas?

No ano passado, houve compradores de imóveis na ARU de Lisboa oriundos de 80 nacionalidades, bem mais que no período homólogo (54). De referir, no entanto, que cinco países concentram mais de metade do investimento internacional: França (18%), China (14%), Brasil (8%), Reino Unido e EUA (7% cada). 

No que diz respeito às zonas mais procuradas pelos compradores internacionais em 2018, destaque para as freguesias de Santo António e Santa Maria Maior (16% e 15%, respetivamente).

“As outras freguesias com maior procura internacional são Arroios, Misericórdia e Estrela, com quotas de 13%, 12% e 11%, respetivamente. O grande destaque no impulso do investimento estrangeiro vai, contudo, para Alcântara, Alvalade, Beato e Campolide que, não obstante manterem quotas reduzidas do total do investimento internacional (inferiores a 3%), captaram três vezes mais capital estrangeiro do que em 2017”, conclui a Ci.

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