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Novo condomínio nas Caldas da Rainha promovido por 'banco mau' português

Wikimedia commons
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Autor: Redação

Um novo empreendimento está a nascer nas Caldas da Rainha, por via de um projeto de reabilitação urbana que implica um investimento de 10,5 milhões de euros na reconversão de cinco edifícios inacabados e em avançado estado de degradação. Com 73 novas habitações, diversas lojas e serviços, jardins e piscina, distribuídos por mais de 45.000 m2, o Caldas Terrace está a ser promovido pela Finangeste.

Reclamando para si mesma o título de primeiro 'banco mau' (bad bank) em Portugal, a Finangeste assume-se agora no mercado como uma empresa de recuperação de créditos e gestão de ativos imobiliários. Fundada em 1978 pelo Governo Português, passou a ter como acionistas o Banco de Portugal e um grande numero de bancos portugueses, tendo sido adquirida, em 2015, por um grupo de investidores nacionais e internacionais para concentrar-se no mercado imobiliário português..

O projeto Caldas Terrace, cujo primeiro dos cinco blocos se encontra já concluído, insere-se numa área urbana em renovação, com a criação prevista de novas superfícies comerciais, serviços de saúde, parques, ginásios, entre outros.

Finangeste
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“Este investimento mostra de forma patente o posicionamento da Finangeste enquanto marca dinamizadora e impulsionadora da reabilitação urbana. Ao desenvolvermos este grande projeto nas Caldas da Rainha estamos não só a contribuir para a política de reabilitação que a Câmara Municipal está a implementar, como também a alavancar um empreendimento que, estamos certos, será relevante para a economia e para as famílias da região”, refere a administração da Finangeste em comunicado.

Potencial do mercado e procura da classe média animam Finangeste a investir

Só no segmento imobiliário de carteiras de créditos não produtivos (NPL), o mercado português tem, segundo a Finangeste, mais de três mil milhões de euros em ativos expectantes de intervenção, com potencial comercial após reabilitação superior a 10 mil milhões de euros.

“Estamos certos de que Portugal atravessa um momento extraordinário de desenvolvimento e de oportunidades no setor imobiliário, que se traduz também num grande interesse de investidores institucionais internacionais, parceiros da Finangeste, em investir no nosso país", aponta a empresa, revelando que "a aposta futura da empresa centra-se, sem excluir outras iniciativas de investimento, no ramo imobiliário com a promoção e construção de grandes projetos imobiliários nos setores de escritórios e residencial, até porque a classe média portuguesa continua a evidenciar uma forte procura de casas para as suas famílias e a Finangeste está assim a posicionar-se neste mercado”.

Paul Henri Schelfhout, administrador da Finangeste / Finangeste
Paul Henri Schelfhout, administrador da Finangeste / Finangeste

Os principais ativos geridos pela Finangeste correspondem a créditos sobre grandes empresas, com garantias hipotecárias ou não; créditos sem garantia; imóveis; projetos imobiliários e participações financeiras em diferentes tipos de sociedade.

A empresa diz ser responsável pela gestão de carteiras de créditos não produtivos (NPL) no valor de 1,2 mil milhões de euros e de ativos imobiliários no valor de 600 milhões de euros, dando a conhecer que dois últimos anos captou cerca de 500 milhões de euros de investimento internacional para o desenvolvimento de projetos imobiliários em todo o país.